Faz hoje 79 anos que nasceu, em 30 de abril de a946, o autor Xavier Fauche
Vinheta de um episódio de Lucky Luke, O Daily Star, da autoria de Fauche.quarta-feira, 30 de abril de 2025
sexta-feira, 1 de dezembro de 2023
Efeméride: Morris
Faz hoje 100 anos que nasceu 1 de dezembro de 1923, o desenhador Morris (Maurice de Bevere).
Morris faleceu em 16 de julho de 2001
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
Efeméride: Morris
Faz hoje 99 anos que nasceu, 1 de dezembro de 1923, o desenhador Morris
Vinheta de Lucky Luke desenhada por Morris
Morris faleceu em 16 de julho de 2001
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
Sara Bernahrdt
quinta-feira, 30 de setembro de 2021
Da BD para o ecrã: Lucky Luke
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Análise crítica: Procura-se Lucky Luke
Título original: Wanted
Argumento: Mattieu Bonhomme
Desenho: Mattieu Bonhomme
Cor: Mattieu Bonhomme
Editora: A seita
Tradução: Sandra Alvarez
Data da Edição: 2021
Álbum cartonado: 82 páginas
ISBN: 978-989-54880-6-3
Preço: 16,95 €
Dimensões: 319 x 237 mm
Análise
Mais um livro de Lucky Luke que sai da série “normal” e o
segundo da autoria de Mathieu Bonhomme.
O argumento é bem trabalhado, fazendo relembrar alguns dos
bons momentos que Goscinny trouxe à série, com um humor que transborda ao longo
da obra, mesmo nos momentos mais tensos. Este é um Lucky Luke diferente do que
foi desenhado tantos anos por Morris. Os principais elementos da série estão
lá, mas alguns são atenuados, como seja a rapidez e a quase invencibilidade da
personagem em todas as situações, e foi acrescentado outro: o assédio sexual
feminino, que sai de uma perspetiva caricatural que já foi vista em alguns dos
episódios mais antigos da série, para se tornar mais realista, e até mais
ousado, apesar do desenho se continuar a manter caricatural.
Neste álbum Bonhomme recorre a várias personagens do
universo da série, algumas das quais surgiram logo no seu inicio, há cerca de
70 anos. Não é algo que diminua a qualidade do argumento, pois se recordarmos a
série ”normal” os Dalton vão pontuando
regularmente os episódios.
Se já no seu primeiro álbum da reinvenção de Lucky Luke,
Bonhomme recorrera a uma personagem conhecida, agora recorre a várias, não o
fazendo apenas para apelar ao saudosismo, mas porque, na verdade, elas se
enquadram perfeitamente no argumento, e este torna-se mais coerente com a sua
presença. Não que elas fossem absolutamente necessárias, pois a temática
poderia ter sido desenvolvida recorrendo a outros fora da lei, mas o recurso de
que Bonhomme faz é lógico. Aguardo um próximo volume, para ver se o autor
consegue fugir desse círculo, o que demonstraria a sua capacidade criativa.
Estre argumento caracteriza-se por, apesar de se fazer uma corrida
à captura de Lucky Luke por vários fora da lei, o autor está a referir-se,
usando uma linguagem metafórica, à corrida dos autores de banda desenhada às
séries que vendem. Esta ideia só é possível ser descoberta quando se lê a
entrevista ao autor, que surge nas páginas finais, acompanhando alguns esboços
realizados para construir o episódio. Estes extras são um enriquecimento do
livro, uma vez que a banda desenhada apenas ocupa 66 páginas. Estas páginas
finais ajudam a conhecer a obra que se acabou de ler e a sua construção. Um
interessante texto de João Miguel Lameiras complementa estas páginas que foram
adicionadas às de banda desenhada.
Mathieu Bonhomme é um excelente desenhador e demonstra-o
neste livro. Usa todos os recursos da banda desenhada: onomatopeias, símbolos
cinéticos, planos gerais, planos de pormenor, designadamente quando quer
apresentar as emoções, dimensão das vinhetas, vinhetas sem palavras, a cor e
muitos outros. Nesta obra encontra-se um manancial a ser usado por quem quiser
apresentar a forma como se utiliza a linguagem da banda desenhada.
Os planos de pormenor dos rostos são excelentes, ajudando a
percecionar emoções das personagens, designadamente ao mostrar os olhos.
Com as tonalidades usadas, Bonhomme consegue sublinhar o que
é importante na vinheta, o que se destaca, tornando-se o essencial da
narrativa, num fundo de figurantes ou de cenário estático.
Os cenários são um dos aspetos menos pormenorizados deste álbum,
mas não diferindo muito, do que se passa na série principal. Bonhomme faz
lembrar os ambientes onde se desenrolam alguns filmes de “western spaghetti”, na
aridez do espaço e na ausência de vida, para além da humana. Não é só nesse
aspeto que a leitura nos transporta para o cinema. Algumas das sequências das
vinhetas também o fazem, como na prancha 53, em que Lucky Luke se encaminha
para o bandido que mantêm as três irmãs reféns.
A narrativa não é feita de modo apressado. Bonhomme desenha
as vinhetas sequenciando todos os pormenores. A sublinha esse facto está o
elevado número de vinhetas por prancha, que até parecem menos, devido ao traço
“limpo” do autor. Por exemplo das pranchas 11 à 20, a média de vinhetas por
página é de 8, o que, considerando que algumas têm 6, outras surgem com muitas
mais.
Toda esta harmonia de texto, desenho, texto e cor é ajudada
por apenas um autor fazer tudo, o que não é muito comum. Mesmo quando o
argumento e o desenho têm apenas sum autor, quase sempre a cor pertence a
outro. Neste caso, é tudo feiro por Mathieu Bonhomme, o que contribui para coerência
do conjunto.
A capa é mais um dos elementos do livro e está em linha com
o conteúdo cromático e temático.
Conclusão
Uma obra que vale a pena ler. Com melhor argumento do que a premira
investida do autor no universo Lucky Luke, o que faz aguardar com alguma curiosidade
e expectativa uma nova obra.
domingo, 13 de dezembro de 2020
Análise Crítica: Lucky Luke - Um cowboy no algodão
Título original: Lucky Luke (nouvelles aventures) ) – Un Cow-boy dans le cotton
Editora: Asa
Data de Edição: outubro de 2020
ISBN: 978-989-23-4948-0
Desenho: Achdé
Argumento: Jul
Cor: Mel Acryl’Ink
Álbum cartonado: 48 páginas – 44 de banda desenhada
Dimensões: 293 mm x 225 mm
Preço: 10,90 €
Análise:
O argumento recorre à interação
de Lucky Luke com personagens da história dos Estados Unidos, uma situação
recorrente da série, que já surgiu em
muitos episódios anteriores. A novidade surge no facto de essa personagem se
tratar de um negro que ocupou o cargo de Marshall Adjunto. Esta situação que
pode ser associada aos múltiplos problemas raciais que atualmente se vivem nos
Estados Unidos, com a o relevo que têm estado a ganhar os movimentos de
supremacia branca, representados neste álbum pela Ku-Klux Klan.
Situada numa época em que a
escravatura tinha sido abolida, são no entanto evidentes ainda as marcas que o
sistema deixou na sociedade daquele país, neste caso representado pelo estado
da Luisiana. Neste âmbito salienta-se negativamente a tentativa de apresentar o
oeste do país como sendo uma zona livre de atitudes racistas, o que estava
longe de ser verdade.
A melhor época da série foi
aquela em que Goscinny escreveu os argumentos, em que a fluidez narrativa e o
humor marcaram os diferentes episódios. Com a
assunção, por Morris, da escrita dos episódios, notou-se o quebrar dessa
espontaneidade e incapacidade de produzir humor naturalmente no fluir
narrativo.
Este episódio, no que se refere
ao humor, faz lembrar alguns dos momentos que Goscinny trouxe às páginas da
série. A vontade de rir, ou apenas sorrir, surgem de modo natural na leitura,
com o aproveitamento das diferentes personagens, das suas características e dos
elementos cenográficos apresentados no contexto da história. Não surge, na
maior parte das situações, o humor forçado.
Como em episódios anteriores
surge um piscar de olho à atualidade fazendo aparecer duas crianças que podem
ser associadas a duas personagens conhecidas dos tempos atuais: a pequena Oprah
e o jovem Barack.
De forma natural surgem também no
episódio, as personagens ficcionais Tom Sawyer e Hucklberry Finn criadas pelo
escritor Mark Twain.
Os Dalton também marcam presença
neste álbum, numa participação pouco intensa, mas suficiente para alguns bons
momentos de humor.
O argumento flui de modo natural
quase até ao final. No completar da narrativa é verificável a dificuldade do
argumentista em resolver a ação. Surge quando Lucky Luke fica incapaz de solucionar,
por si, ou com a ajuda do seu cavalo, o problema em que se encontra, sendo
salvo por outra das personagens, que surge naquele momento, vinda do nada,
embora apresente uma justificação, forçada, para a sua presença. Normalmente
Lucky Luke resolveria com Jolly Jumper os problemas em que se encontrava. Neste
caso sucedeu de outra forma. Também do
nada, surge um furacão, que é um fenómeno, que ao contrário dos tornados, não
surge de modo brusco, havendo sempre alterações meteorológicas anteriores que o
prenunciam. Neste caso surgiu sem aviso. Tivesse o argumentista conseguido
resolver estas duas situações de modo mais eficaz e estaríamos perante um dos
melhores argumentos da série.
As relações sociais surgem de
modo muito caricatural no episódio, o que já não é uma novidade nesta série,
com os negros a serem todos bons, os brancos americanos a serem todos maus e os
descendentes dos franceses a viverem completamente arredados da sociedade dos
americanos. A introdução de algum elemento dissonante dentro dos grupos étnicos
poderia contribuir para criar algumas situações humorísticas.
Achdé é um desenhador que conseguiu apanhar o traço
de Morris. O traço é leve, adequado a uma história em que o movimento é um
elemento importante da leitura e da sequência narrativa. O desenhador consegue
desenhar os corpos nas diferentes posições que lhes transmitem uma plasticidade
que os transforma, apesar do traço caricatural, em personagens animadas.
Os elementos cenográficos são
bastantes diversificados e por vezes minuciosos. O autor desenha vinhetas
pequenas, que normalmente lhe permitem colocar de oito a onze vinhetas em cada
prancha, mas arrisca por vezes algumas vinhetas maiores, não poupando nos
pormenores cenográficos. Das vinhetas gigantes, uma análise mais negativa, vai
para a da prancha trinta e nove, que parece ser a menos conseguida. De
salientar, na prancha seguinte, as três vinhetas que ocupam todo o comprimento
da prancha e que conseguem transmitir na perfeição a narrativa que lhe está
associada. Trata-se de uma exemplo em que a história tem que ser
obrigatoriamente lida com a opção gráfica tomada pelo desenhador.
A paleta de cores é variada e
adequada a cada contexto narrativo, como por exemplo o verde, quando em fundo
se encontram os pântanos ou ambientes ajardinados, ou tons escuros para cenas
noturnas.
Quase toda a narrativa decorre
com os diálogos dos balões. O texto em legendas é muito raro, com exceção da
prancha seis, onde não há um evoluir narrativo, mas uma explicação histórica
sobre o enquadramento social nas plantações da Luisiana. Quase toda a história
poderia decorrer sem a presença das legendas, percebendo-se o enredo apenas
pela leitura de desenho e texto.
A letra é bem legível, surgindo
em tamanho adequado a permitir a leitura fácil.
Ao longo da narrativa surgem
algumas onomatopeias, assim como balões com simbologia, ou formatos de letra
que exprimem emoções.
Para expressar movimento existem
alguns símbolos cinéticos, embora a plasticidade do traço já o evidencie, e
mais alguma simbologia, em torno dos rostos, de modo a amplificar as emoções
que os semblantes expressam.
Conclusão:
Um livro que vale a pena ler. As
suas poucas insuficiências a nível do argumento ou do desenho, são superadas
pelos aspetos positivos.
sábado, 22 de agosto de 2020
Flecha 2000 (2)
Flecha 2000 tentou incentivar os amantes da banda desenhada,
publicando trabalhos de iniciados nesta arte, alguns com qualidade muito
incipiente. Em simultâneo publicou alguns textos sobre a técnica de fazer banda
desenhada.|
Nº
|
Série
|
Episodio
|
Autores
|
|
20-29
|
Julie Wood
|
Defende-te Julie
|
Jean Graton
|
|
20
|
Achille Talon
|
Soprar não é brincar
|
Greg
|
|
21-31
|
Barba Ruiva
|
Desafio ao rei
|
Charlier-Hubinon
|
|
21
|
Achille Talon
|
Calar o grito do progresso
|
Greg
|
|
21-33
|
Mac Coy
|
O lendário Alexys Mac Coy
|
J. P. Goumerlen e António hernandez
Palácios
|
|
22-31
|
Ramiro
|
O bastardo
|
J. Stoquart e William Vance
|
|
22
|
Achille Talon
|
Predestina-Rigado
|
Greg
|
|
23
|
Achille Talon
|
Pfff
|
Greg
|
|
24-38
|
Lucky Luke
|
O cavaleiro branco
|
Goscinny e Morris
|
|
24
|
|
Jójó, o gorila
|
Paulo
|
|
24
|
Achille Talon
|
Cosmo-piolhice
|
Greg
|
|
25
|
Achille Talon
|
A sede a seu dono
|
Greg
|
|
26
|
Achille Talon
|
Pior do que isto!
|
Greg
|
|
27
|
Achille Talon
|
Salon de fotografille
|
Greg
|
|
28
|
Achille Talon
|
Prestígio e honra dos nossos dias
|
Greg
|
|
29
|
Achille Talon
|
Passam as horas, fica o nosso tempo
|
Greg
|
|
29-40
|
Taar
|
Os gigantes das águas glaucas
|
Moliterni e brocal Remohi
|
|
30
|
Achille Talon
|
Indecoroso, mas amável
|
Greg
|
|
30-
|
Bob Morane
|
O vale das cascavéis
|
Henri Vernes e Gerald Forton
|
|
30-40
|
Blueberry
|
O espectro das balas de ouro
|
Charlier e Giraud
|
|
30
|
Os monstros
|
|
Paulo
|
|
30
|
|
A super refeição
|
Vitor Teodósio
|
|
31
|
Achille Talon
|
A varinha higroscópica
|
Greg
|
|
32
|
Achille Talon
|
O ditoso Vacaleiro dos céus
|
Greg
|
|
32-40
|
Ramiro
|
Cilada m Conques
|
J. Stoquart e William Vance
|
|
32
|
Os monstros
|
|
Paulo
|
|
33-40
|
Colombo
|
Na rota das Índias
|
Enzo Marciante
|
|
36
|
Achille Talon
|
Realidade louca da demonstração “in
loco”
|
Greg
|
|
37
|
|
Dupla personalidade
|
Mário
|
|
39
|
Achille Talon
|
Aterrador aterro
|
Greg
|
|
40
|
|
Sereias! Que sarilho!
|
João Trigo
|






















