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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Efeméride: Xavier Fauche

 Faz hoje 79 anos que nasceu, em 30 de abril de a946, o autor Xavier Fauche

Vinheta de um episódio de Lucky Luke, O Daily Star, da autoria de Fauche.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Efeméride: Morris

 Faz hoje 100 anos que nasceu 1 de dezembro de 1923, o desenhador Morris (Maurice de Bevere).

Vinheta de Lucky Luke desenhada por Morris

Morris faleceu em 16 de julho de 2001

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

Efeméride: Morris

 Faz hoje 99 anos que nasceu, 1 de dezembro de 1923, o desenhador Morris

Vinheta de Lucky Luke desenhada por Morris

Morris faleceu em 16 de julho de 2001

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Sara Bernahrdt


Sarah Bernhardt nasceu em 22 de abril de 1844 e faleceu em 26 de março de 1923. Foi uma atriz francesa conhecida como Divina Sara. Foi criada num convento, mas um amante da mãe conseguiu que ela entrasse no Conservatório de Paris. Não se evidenciou durante o processo de aprendizagem e só foi aceite por influência do mesmo homem que a colocara no Conservatório.
Foi a partir de 1866 que Sara Bernhardt estabeleceu a sua reputação, quando trabalhou no teatro Odeon.
Formou a sua própria companhia e fez várias digressões na Europa, mas também foi aos Estados Unidos e ao Canadá.
Em 1915, após um acidente em palco, teve que amputar uma perna, o que não a impediu de continuar a carreira de atriz.
É uma das personagens que tem várias adaptações para a banda desenhada. 

Na minha coleção existem três adaptações, uma delas em duas partes.

Sara Bernhardt, na revista Tintin, com desenhos e Cheneval e argumentos de Yves Duval
 


Em Mujeres Celebres, foram publicados dois fascículos.
Sara Bernhardt Reina de la escena no número 27, com autoria de Jose Barajas Menas


Sara Bernhardt La anciana gloriosa no número 27



Num outro registo, há Sara Bernhardt, na série Lucky Luke, com desenhos de Morris, onde resta apenas o de real o registo da passagem da atriz pelos Estados Unidos.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Da BD para o ecrã: Lucky Luke

Lucky Luke é uma série humorística criada em 1946 por Morris
Tem várias adaptações para o ecrã, seja em animação ou com personagens reais.


Na animação surgiu em 1971 Lucky Luke, posteriormente renomeada Daisy Town


Em 1978, Goscinny, Morris e Pierre Tchernia, que já haviam produzido, a anterior, realizam La ballade des Dalton.
Uma longa metragem, Les Dalton en cavale, foi realizado em 1983 pelos estúdios Hanna-Barbera.


Em 1984, uma série de animação com 26 episódios, designada Lucky Luke, foi prododuzida com a participação dos americanos Hanna-Barbera. 
A participação dos estudos americanos obrigou à alteração de algumas características da personagem como não fumar ou usar  menos violência.


Uma nova série, Les Nouvelles Aventures de Lucky Luke, com 52 episódios foi produzida em 2001, pela Xilam, 


que em 2007 realizou a longa metragem Tous à l’Ouest.


Nas adaptações com personagens reais, a primeira adaptação chama-se Lucky Luke e saiu em 1991, tendo Terence Hill no papel do cavaleiro mais rápido que a própria sombra.


O mesmo ator representaria o mesmo papel no ano seguinte, 1992, numa série de televisão com oito episódios.


Com a a personagem a ter um papel secundário, foi realizado em 2004, por Phlippe Haïm, Les Dalton, com Til Schweiger no papel de Lucky Luke.


Em 2009, com realização de James Huth, foi lançada a longa metragem Lucky Luke, com jean Dujardin a interpretar o protagonista da série da banda desenhada

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Análise crítica: Procura-se Lucky Luke

 



Obra: Procura-se Lucky Luke
Título original: Wanted
Argumento: Mattieu Bonhomme
Desenho: Mattieu Bonhomme
Cor: Mattieu Bonhomme
Editora: A seita
Tradução: Sandra Alvarez
Data da Edição: 2021
Álbum cartonado: 82 páginas
ISBN: 978-989-54880-6-3
Preço: 16,95 €
Dimensões: 319 x 237 mm

 

Análise

Mais um livro de Lucky Luke que sai da série “normal” e o segundo da autoria de Mathieu Bonhomme.

O argumento é bem trabalhado, fazendo relembrar alguns dos bons momentos que Goscinny trouxe à série, com um humor que transborda ao longo da obra, mesmo nos momentos mais tensos. Este é um Lucky Luke diferente do que foi desenhado tantos anos por Morris. Os principais elementos da série estão lá, mas alguns são atenuados, como seja a rapidez e a quase invencibilidade da personagem em todas as situações, e foi acrescentado outro: o assédio sexual feminino, que sai de uma perspetiva caricatural que já foi vista em alguns dos episódios mais antigos da série, para se tornar mais realista, e até mais ousado, apesar do desenho se continuar a manter caricatural.

Neste álbum Bonhomme recorre a várias personagens do universo da série, algumas das quais surgiram logo no seu inicio, há cerca de 70 anos. Não é algo que diminua a qualidade do argumento, pois se recordarmos a série ”normal”  os Dalton vão pontuando regularmente os episódios.

Se já no seu primeiro álbum da reinvenção de Lucky Luke, Bonhomme recorrera a uma personagem conhecida, agora recorre a várias, não o fazendo apenas para apelar ao saudosismo, mas porque, na verdade, elas se enquadram perfeitamente no argumento, e este torna-se mais coerente com a sua presença. Não que elas fossem absolutamente necessárias, pois a temática poderia ter sido desenvolvida recorrendo a outros fora da lei, mas o recurso de que Bonhomme faz é lógico. Aguardo um próximo volume, para ver se o autor consegue fugir desse círculo, o que demonstraria a sua capacidade criativa.

Estre argumento caracteriza-se por, apesar de se fazer uma corrida à captura de Lucky Luke por vários fora da lei, o autor está a referir-se, usando uma linguagem metafórica, à corrida dos autores de banda desenhada às séries que vendem. Esta ideia só é possível ser descoberta quando se lê a entrevista ao autor, que surge nas páginas finais, acompanhando alguns esboços realizados para construir o episódio. Estes extras são um enriquecimento do livro, uma vez que a banda desenhada apenas ocupa 66 páginas. Estas páginas finais ajudam a conhecer a obra que se acabou de ler e a sua construção. Um interessante texto de João Miguel Lameiras complementa estas páginas que foram adicionadas às de banda desenhada.

Mathieu Bonhomme é um excelente desenhador e demonstra-o neste livro. Usa todos os recursos da banda desenhada: onomatopeias, símbolos cinéticos, planos gerais, planos de pormenor, designadamente quando quer apresentar as emoções, dimensão das vinhetas, vinhetas sem palavras, a cor e muitos outros. Nesta obra encontra-se um manancial a ser usado por quem quiser apresentar a forma como se utiliza a linguagem da banda desenhada.

Os planos de pormenor dos rostos são excelentes, ajudando a percecionar emoções das personagens, designadamente ao mostrar os olhos.

Com as tonalidades usadas, Bonhomme consegue sublinhar o que é importante na vinheta, o que se destaca, tornando-se o essencial da narrativa, num fundo de figurantes ou de cenário estático.

Os cenários são um dos aspetos menos pormenorizados deste álbum, mas não diferindo muito, do que se passa na série principal. Bonhomme faz lembrar os ambientes onde se desenrolam alguns filmes de “western spaghetti”, na aridez do espaço e na ausência de vida, para além da humana. Não é só nesse aspeto que a leitura nos transporta para o cinema. Algumas das sequências das vinhetas também o fazem, como na prancha 53, em que Lucky Luke se encaminha para o bandido que mantêm as três irmãs reféns.

A narrativa não é feita de modo apressado. Bonhomme desenha as vinhetas sequenciando todos os pormenores. A sublinha esse facto está o elevado número de vinhetas por prancha, que até parecem menos, devido ao traço “limpo” do autor. Por exemplo das pranchas 11 à 20, a média de vinhetas por página é de 8, o que, considerando que algumas têm 6, outras surgem com muitas mais.

Toda esta harmonia de texto, desenho, texto e cor é ajudada por apenas um autor fazer tudo, o que não é muito comum. Mesmo quando o argumento e o desenho têm apenas sum autor, quase sempre a cor pertence a outro. Neste caso, é tudo feiro por Mathieu Bonhomme, o que contribui para coerência do conjunto.

A capa é mais um dos elementos do livro e está em linha com o conteúdo cromático e temático.

Conclusão

Uma obra que vale a pena ler. Com melhor argumento do que a premira investida do autor no universo Lucky Luke, o que faz aguardar com alguma curiosidade e expectativa uma nova obra.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Análise Crítica: Lucky Luke - Um cowboy no algodão

 


Obra: Lucky Luke – Um cowboy no negócio do algodão
Título original: Lucky Luke (nouvelles aventures)  ) – Un Cow-boy dans le cotton
Editora: Asa
Data de Edição: outubro de 2020
ISBN: 978-989-23-4948-0
Desenho: Achdé
Argumento: Jul
Cor: Mel Acryl’Ink
Álbum cartonado: 48 páginas – 44 de banda desenhada
Dimensões: 293 mm x 225 mm
Preço: 10,90 €

Análise:

O argumento recorre à interação de Lucky Luke com personagens da história dos Estados Unidos, uma situação recorrente da série, que  já surgiu em muitos episódios anteriores. A novidade surge no facto de essa personagem se tratar de um negro que ocupou o cargo de Marshall Adjunto. Esta situação que pode ser associada aos múltiplos problemas raciais que atualmente se vivem nos Estados Unidos, com a o relevo que têm estado a ganhar os movimentos de supremacia branca, representados neste álbum pela Ku-Klux Klan.

Situada numa época em que a escravatura tinha sido abolida, são no entanto evidentes ainda as marcas que o sistema deixou na sociedade daquele país, neste caso representado pelo estado da Luisiana. Neste âmbito salienta-se negativamente a tentativa de apresentar o oeste do país como sendo uma zona livre de atitudes racistas, o que estava longe de ser verdade.

A melhor época da série foi aquela em que Goscinny escreveu os argumentos, em que a fluidez narrativa e o humor marcaram os diferentes episódios. Com a  assunção, por Morris, da escrita dos episódios, notou-se o quebrar dessa espontaneidade e incapacidade de produzir humor naturalmente no fluir narrativo.

Este episódio, no que se refere ao humor, faz lembrar alguns dos momentos que Goscinny trouxe às páginas da série. A vontade de rir, ou apenas sorrir, surgem de modo natural na leitura, com o aproveitamento das diferentes personagens, das suas características e dos elementos cenográficos apresentados no contexto da história. Não surge, na maior parte das situações, o humor forçado.

Como em episódios anteriores surge um piscar de olho à atualidade fazendo aparecer duas crianças que podem ser associadas a duas personagens conhecidas dos tempos atuais: a pequena Oprah e o jovem Barack.

De forma natural surgem também no episódio, as personagens ficcionais Tom Sawyer e Hucklberry Finn criadas pelo escritor Mark Twain.

Os Dalton também marcam presença neste álbum, numa participação pouco intensa, mas suficiente para alguns bons momentos de humor.

O argumento flui de modo natural quase até ao final. No completar da narrativa é verificável a dificuldade do argumentista em resolver a ação. Surge quando Lucky Luke fica incapaz de solucionar, por si, ou com a ajuda do seu cavalo, o problema em que se encontra, sendo salvo por outra das personagens, que surge naquele momento, vinda do nada, embora apresente uma justificação, forçada, para a sua presença. Normalmente Lucky Luke resolveria com Jolly Jumper os problemas em que se encontrava. Neste caso sucedeu de outra forma.  Também do nada, surge um furacão, que é um fenómeno, que ao contrário dos tornados, não surge de modo brusco, havendo sempre alterações meteorológicas anteriores que o prenunciam. Neste caso surgiu sem aviso. Tivesse o argumentista conseguido resolver estas duas situações de modo mais eficaz e estaríamos perante um dos melhores argumentos da série.

As relações sociais surgem de modo muito caricatural no episódio, o que já não é uma novidade nesta série, com os negros a serem todos bons, os brancos americanos a serem todos maus e os descendentes dos franceses a viverem completamente arredados da sociedade dos americanos. A introdução de algum elemento dissonante dentro dos grupos étnicos poderia contribuir para criar algumas situações humorísticas.

Achdé  é um desenhador que conseguiu apanhar o traço de Morris. O traço é leve, adequado a uma história em que o movimento é um elemento importante da leitura e da sequência narrativa. O desenhador consegue desenhar os corpos nas diferentes posições que lhes transmitem uma plasticidade que os transforma, apesar do traço caricatural, em personagens animadas.

Os elementos cenográficos são bastantes diversificados e por vezes minuciosos. O autor desenha vinhetas pequenas, que normalmente lhe permitem colocar de oito a onze vinhetas em cada prancha, mas arrisca por vezes algumas vinhetas maiores, não poupando nos pormenores cenográficos. Das vinhetas gigantes, uma análise mais negativa, vai para a da prancha trinta e nove, que parece ser a menos conseguida. De salientar, na prancha seguinte, as três vinhetas que ocupam todo o comprimento da prancha e que conseguem transmitir na perfeição a narrativa que lhe está associada. Trata-se de uma exemplo em que a história tem que ser obrigatoriamente lida com a opção gráfica tomada pelo desenhador.

A paleta de cores é variada e adequada a cada contexto narrativo, como por exemplo o verde, quando em fundo se encontram os pântanos ou ambientes ajardinados, ou tons escuros para cenas noturnas.

Quase toda a narrativa decorre com os diálogos dos balões. O texto em legendas é muito raro, com exceção da prancha seis, onde não há um evoluir narrativo, mas uma explicação histórica sobre o enquadramento social nas plantações da Luisiana. Quase toda a história poderia decorrer sem a presença das legendas, percebendo-se o enredo apenas pela leitura de desenho e texto.

A letra é bem legível, surgindo em tamanho adequado a permitir a leitura fácil.

Ao longo da narrativa surgem algumas onomatopeias, assim como balões com simbologia, ou formatos de letra que exprimem emoções.

Para expressar movimento existem alguns símbolos cinéticos, embora a plasticidade do traço já o evidencie, e mais alguma simbologia, em torno dos rostos, de modo a amplificar as emoções que os semblantes expressam.

 

Conclusão:

Um livro que vale a pena ler. As suas poucas insuficiências a nível do argumento ou do desenho, são superadas pelos aspetos positivos.

sábado, 22 de agosto de 2020

Flecha 2000 (2)



Flecha 2000 tentou incentivar os amantes da banda desenhada, publicando trabalhos de iniciados nesta arte, alguns com qualidade muito incipiente. Em simultâneo publicou alguns textos sobre a técnica de fazer banda desenhada.
A série Colombo, a partir do número 38 passou a chamar-se Almirante do mar das Índias.
Algumas das séries eram publicadas com cores excessivamente vivas, tornando a revista algo desinteressante quando se olha atualmente para essas páginas.
A revista terminou no dia 21 de dezembro de 1978 quando atingiu a publicação de 40 números.
Conclui-se publicação dos trabalhos publicados nas revistas.
Série
Episodio
Autores
20-29
Julie Wood
Defende-te Julie
Jean Graton
20
Achille Talon
Soprar não é brincar
Greg
21-31
Barba Ruiva
Desafio ao rei
Charlier-Hubinon
21
Achille Talon
Calar o grito do progresso
Greg
21-33
Mac Coy
O lendário Alexys Mac Coy
J. P. Goumerlen e António hernandez Palácios
22-31
Ramiro
O bastardo
J. Stoquart e William Vance
22
Achille Talon
Predestina-Rigado
Greg
 
23
Achille Talon
Pfff
Greg
24-38
Lucky Luke
O cavaleiro branco
Goscinny e Morris
24

Jójó, o gorila
Paulo
24
Achille Talon
Cosmo-piolhice
Greg
25
Achille Talon
A sede a seu dono
Greg
 
26
Achille Talon
Pior do que isto!
Greg
27
Achille Talon
Salon de fotografille
Greg
 
28
Achille Talon
Prestígio e honra dos nossos dias
Greg
 
29
Achille Talon
Passam as horas, fica o nosso tempo
Greg
29-40
Taar
Os gigantes das águas glaucas
Moliterni e brocal Remohi
30
Achille Talon
Indecoroso, mas amável
Greg
30-
Bob Morane
O vale das cascavéis
Henri Vernes e Gerald Forton
30-40
Blueberry
O espectro das balas de ouro
Charlier e Giraud
30
Os monstros

Paulo
30

A super refeição
Vitor Teodósio
31
Achille Talon
A varinha higroscópica
Greg
 
32
Achille Talon
O ditoso Vacaleiro dos céus
Greg
32-40
Ramiro
Cilada m Conques
J. Stoquart e William Vance
32
Os monstros

Paulo
33-40
Colombo
Na rota das Índias
Enzo Marciante
36
Achille Talon
Realidade louca da demonstração “in loco”
Greg
 
37

Dupla personalidade
Mário
39
Achille Talon
Aterrador aterro
Greg
40

Sereias! Que sarilho!
João Trigo