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sábado, 2 de dezembro de 2023

Centenário do nascimento de Vitor Péon (17)


Serve este post, para se referirem alguns trabalhos de banda desenhado de Vitor Péon, cuja publicação não foi referenciada, por variadas razões.

Nos anos 60, há pelo menos menção a três publicações com episódios desenhados por Vitor Péon no estrangeiro.

 

Robin dos Bosques; O fato novo do xerife; Cavaleiro Andante 527; 3/2/1962

Robin dos Bosques; O alaúde novo, Álbum do Cavaleiro Andante 99; 8/1962

Robin dos Bosques; O truão de Lenby, Zorro 87; 6/6/1964

 

Em 1975 Vitor Péon publicou a cores, o que retirou alguma qualidade relativamente à edição do mesma história, posteriormente, a preto e branco na revista Mundo de Aventuras,

Tomahawk Tom: O regresso de Tomahawk Tom

 

Em França foram publicados dois episódios de Tomahawk Tom, que alterou o nome para Tom Tomahawk

Tom Tomahawk: Le fantôme du grand Manitou; Whipii! 48; 10/1971


Tom Tomahawk: L’enigme du cheval noir; Whipii! 49; 1/1972

 

Mais um álbum, lançado pelas Edições Asa, neste caso, com dois episódios, reeditando a cores episódios publicados a preto e branco no Mundo de Aventuras e em Biblioteca do Mundo de Aventuras.

Frank Savage: O Buda de Marfim/ Uma aventura no Oriente; 1993

 

Também da Asa:

A casa da azenha: 1994

 Foram ainda publicados:

O neto de Cartouche; História da BD publicada em Portugal (1ª parte); 1995. (Reedição do episódio publicado no Almanaque de O Mosquito e de A Formiga)

Buffalo Bill; O espetro das planícies, Fandwestern; 2017

Falsa acusação; Fandwestern; 2017 (Reedição de episódio publicado em O Mosquito)

Três balas; Fandwestern; 2017, (Reedição de episódio publicado em O Pluto)

O juramento de Dick Storm; Fandwestern; 2017. (Reedição de episódio publicado em O Mosquito)


quarta-feira, 21 de junho de 2023

Centenário do nascimento de Vitor Péon (11)

 

Esta publicação abrange duas épocas.

A que designo como primeira emigração, em que Vitor Péon passa um longo período na Grã-Bretanha, e a segunda emigração, quando depois de um regresso a Postugal, volta a emigrar em 1968, com destino a França.

No final da década de 50, Vitor Péon partiu para as ilhas britânicas, onde trabalhou vários anos, sempre sem assinar os trabalhos, como era usual nas revistas inglesas, podendo, devido ao seu peculiar estilo, encontra-se alguns dos episódios que desenhou, apesar de anónimos.

Lista de trabalhos de Vítor Péon na Grã-Bretanha.

Simon Crane  

The Laughing Pirate 

Robin dos Bosques

Buffalo Bill

Buffalo Boy

Gilda, The goose girl

Long John Silver

Jungle Teacher

Rambling Rose

Joan All-Alone


Smarty Smokey

Foi após a sua participação na revista Tintin que voltou a partir para o estrangeiro. Desta vez, foi para França, em 1968.

Neste país desenhou uma série, Yataca, do qual é possível referir com sendo de Vítor Péon, os seguintes, embora possam ser mais alguns.

Le général du Diable, Yataca 32

Le diabolique docteur Marabunta, Yataca 33

Le sortilège du vautour chauve, Yataca 34

Les okapis sacrés, Yataca 35

Baboula la cruelle, Yataca 36

Les mines du roi Salomon, Yataca 37

Des sardines qui valent de l'or, Yataca 38

La vraie police de la jungle, Yataca 39

Le prince des ténèbres, Yataca 43

Le repaire invisible, Yataca 45

Le lion fou, Yataca 47

La vipère noire, Yataca 49

Les moyens sauvages, 52

Le diabolique Balka, Yataca 54

Le secret de N'Gorongo, Yataca 58

sábado, 1 de junho de 2019

Eduardo Teixeira Coelho - centenário do nascimento (7)


Robin dos Bosques

Quando Eduardo Teixeira Coelho iniciou o desenho desta série, já tinha tido uma experiência anterior com a personagem. Na sua passagem por Inglaterra desenhou alguns episódios  de Robin Hood  que foram publicados em França, com a designação de Oliver.
Em 1969 Eduardo Teixeira Coelho começou a desenhar em Pif a série Robin dos Bosques, que  já era publicada, com desenhos de Nortier, desde 1965. Primeiro no Vaillant e depois no seu sucedâneo Pif.
O argumento foi desde o início de Jean Ollivier, o argumentista com que Eduardo Teixeira Coelho mais trabalhou em França, que se manteve na sua autoria nos 58 episódios desenhados por Coelho até ao número 310 em 1975.
Em 1982 foi publicado  mais um episódio: Le Noel de Robin des Bois.
Alguns dos episódios apresentam uma elevada qualidade gráfica,  que levou a que em 1973, no Salão Internacional de Lucca, Eduardo Teixeira Coelho ganhasse o prémio para melhor desenhador estrangeiro pelo seu trabalho nesta série.
Segue-se um conjunto de imagens de episódios da série publicados em Portugal na revista Mundo de Aventuras e em Seleções BD.




segunda-feira, 25 de março de 2019

Baú das revistas: Robin dos Bosques


Revista
Robin dos Bosques n.º27

Ficha Técnica
Data da publicação: Setembro de 1977
Preço: 10$00
Periodicidade: quinzenal (a data de saída indicia que seria mensal)
Dimensões: 165 mm x 240 mm
32 páginas
Diretor: António verde
Propriedade: Aguiar & Dias, Lda
Distribuição: Agência Portuguesa de Revistas
Tiragem: 10 000 exemplares
Capa a cores
Interior a preto e branco

Conteúdo:
Capa
Sem indicação de autor
Capa interior
Em branco
Página 1
A taberna dos conjurados. Episódio de Robin dos Bosques
Página 21
A perigosa aventura de Zarkov. Episódio de Flash Gordon desenhado por Reed Crandal
Página 30
Curiosidades do Mundo
Ficha Técnica
Página 31
Publicidade ao álbum Os náufragos do tempo
Página 32
Publicidade a empresa de  cursos por correspondência
Contracapa interior
Em branco
Contracapa
Publicidade ao álbum A captura do fogo.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Autores Portugueses no Mundo de Aventuras - II fase (1)


Quando a revista Mundo de Aventuras surgiu em 1949 permitiu que nas suas páginas fossem publicadas muitas páginas de autores portugueses, com  evidência para Vitor Peon.
Essa caraterística da revista foi-se esbatendo e a década de 60 afastou quase totalmente das suas páginas os autores lusitanos.
Em  outubro de 1973 a revista decidiu renascer, iniciando uma nova numeração para a então designada V Série e mais tarde chamada globalmente II fase, correspondendo à I fase as quatro primeiras séries.
Essa renovação não trouxe no seu início nada de novo aos autores portuguese. Viram-se apenas algumas páginas de Eduardo Teixeira Coelho. Vitor Peon e Baptista Mendes foram os seguintes. Seria cerca de três
anos depois deste renascer, que a revista se abriria aos novos, com a rúbrica “ Novos da Banda Desenhada Portuguesa” que publicava os trabalhos de autores que os remetessem
para edição.
Com o decorrer do tempo outros autores começaram a publicar, surgindo a partir de 1977 António Carichas, a que outros se seguiram como Zé Netto e Augusto Trigo, este último uma grande surpresa, pela grande qualidade que revelava, logo nos seus primeiros trabalhos publicados.
Foram entretanto publicadas reedições de alguns autores já conhecidos.
Irei aqui indicar por ordem de aparecimento na revista os diferentes autores e os trabalhos publicados, iniciando por Eduardo Teixeira Coelho, que surgiu em 15 de Agosto de 1974 com uma história de Robin dos
Bosques.
Em todos os 589 números desta fase da revista foram publicados 49 autores, um deles sem possibilidade de identificação do nome, num total de 2490 páginas.

Eduardo Teixeira Coelho

Este autor português teve 720 páginas de banda desenhada publicadas.

Titulo em português
Publicação na minha coleção
Série
Número de páginas
O atacante misterioso
Mundo de Aventuras 46
Robin dos Bosques
10


A noite de Derby
Mundo de Aventuras 382
Robin dos Bosques
20
Os dois escudos do xerife
Mundo de Aventuras 397
Robin dos Bosques
20
A bom entendedor!
Mundo de Aventuras 413
Robin dos Bosques
20
Um castelo para o Inverno
Mundo de Aventuras 504
Robin dos Bosques
20
A concha de ouro
Mundo de Aventuras 174
Cartouche
30
Cartouche diverte-se
Mundo de Aventuras 193
Cartouche
30
O testamento
Mundo de Aventuras 223
Cartouche
20
Abre o baile
Mundo de Aventuras 254
Cartouche
30
Só contra todos
Mundo de Aventuras 308
Cartouche
30
Em guarda, La Tour
Mundo de Aventuras 340
Cartouche
30
A moeda de ouro
Mundo de Aventuras 485
Cartouche
30

Mundo de Aventuras  238
Biorn
41
A lei do Norte
Mundo de Aventuras 274
Biorn
41
As guerreiras de Nidaros
Mundo de Aventuras 303
Biorn
20
A noite de sangue
Mundo de Aventuras 323
Biorn
20
Harfang
 Mundo de Aventuras 350
Biorn
20
A feiticeira de Rugen
Mundo de Aventuras 409
Biorn
20
ayak
Mundo de Aventuras 389
Ayak
10
A pista do ouro
Mundo de Aventuras 389
ayak
10
A filha dos homens
Mundo de Aventuras 400
Ayak
10
 A avalanche
Mundo de Aventuras 400
ayak
10
A ravina do cavalo morto
Mundo de Aventuras 425
ayak
12
A águia do Yukon
Mundo de Aventuras 435
Ayak
10
Os cães selvagens
Mundo de Aventuras 435
ayak
10
O rio do ouro
Mundo de Aventuras 454
Ayak
10
A jangada da aventura
Mundo de Aventuras 454
Ayak
10
O vale dos castores
Mundo de Aventuras 482
Ayak
10
Os bandidos do Yukon
Mundo de Aventuras 482
Ayak
10
A vingança de Ryan
Mundo de Aventuras 550
Ayak
10
O rio dos perigos
Mundo de Aventuras 550
Ayak
10
A infância do herói
Mundo de Aventuras 445
Yves o lobo
23
A infância do herói
Mundo de Aventuras 470
Yves o lobo
20
A infância do herói (3)
Mundo de Aventuras 492
Yves o lobo
20
A infância do herói (4)
Mundo de Aventuras 531
Yves o lobo
23
A infância do herói (5)
Mundo de Aventuras 585
Yves o lobo
26
Erik o vermelho
Mundo de Aventuras 509
Erik o vermelho
12

Mundo de Aventuras 564
Erik o vermelho
12






sábado, 21 de maio de 2016

Robin dos Bosques nº 1

A revista Robin dos Bosques surgiu em 1 de junho de 1976, com periodicidade quinzenal, 32 páginas e custando 7$50.
Com dimensões aproximadas de 165 mm x 240 mm, era uma edição da Agência Portuguesa de Revistas.

No primeiro número trazia um episódio de Robin dos Bosques, O feitiço contra o feiticeiro, sem indicação do autor, a história O feiticeiro de Menlo-Park, que é a biografia de Edison, de autor desconhecido, e Hermann Oberth e o nascimento da astronáutica, também sem autor.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Baú das revistas: Lince


Revista
Lince nº 9

Caraterísticas
Data da publicação: agosto de 1974
Preço: 7$50
Periodicidade: mensal
Dimensões: 170 mm x 240 mm
Diretor: Roussado Pinto
Propriedade: Portugal Press
Distribuição: Portugal Press
52 páginas, incluindo a numeração a capa
Capa a cores
Interior a preto e branco

Conteúdo
Capa:
Da autoria de Carlos Alberto

Capa interior:
Em branco
Página 3:
Episódio de Robin dos Bosques

Página 19
O imperador do mar, com desenhos de Caprioli

Contracapa interior:
Em branco
Contracapa:
Publicidade a edições da Portugal Press.



sábado, 4 de julho de 2015

Inimigos (2)

Rip kirby
Rip Kirby, a criação de Alex Raymond, tem a acompanhá-lo alguns inimigos  com quem se vai cruzando.
Durante o período em que Alex Raymond foi o responsável pelo desenho verifica-se a criação de duas personagens pertencentes ao mundo dos comportamentos criminosos, que vão surgindo em alguns episódios. Trata-se de Mangler “o triturador” e “dedos” Moray. Qualquer um deles vive no submundo da marginalidade, cruzando-se as suas atividades criminosas com as atividades de Rip Kirby em termos profissionais e na sua vida pessoal.
Após a morte de Raymond verifica-se algum abandono destas personagens. A sua recuperação acabou por surgir como uma necessidade de revitalizar a série.
  Mangler




Moray



Robin dos Bosques
A personagem de Robin dos Bosques é muito conhecida e tem inúmeras adaptações para banda desenhada.
Lutando contra os cobradores de impostos do rei, que retiravam ao povo todo o seu dinheiro, Robin dos Bosques tem no Xerife de Notingham o seu maior inimigo, pois ele representa o rei e o poder, cabendo-lhe atuar no sentido de possibilitar que os impostos possam ser recolhidos.
Deixo aqui duas imagens do Xerife de Notingham, uma de autor desconhecido e a outra desenhada por Eduardo Teixeira Coelho que, em França, foi responsável por desenhar esta série durante alguns anos.




 Popeye
Brutus não é um inimigo de Popeye no sentido de estarem de lados opostos em termos da lei. Mais do que um inimigo é um rival na conquista de Olivia e na luta por ver quem é o mais forte.
Brutus, aparentando maior robustez física do que Popeye, é sempre por este derrotado não só porque os espinafres lhe dão uma energia suplementar, mas também porque a sua inteligência é superior.

Mr. Magellan
Mr Magellan vive aventuras estranhas a raiar entre o fantástico, a espionagem e a ficção científica. Logo no primeiro episódio, desenhado por Geri, os leitores foram apresentados a uma personagem que iria marcar presença  em várias aventuras e que se apresentou com o nome de Casimir Bodu, extraterrestre com a missão de extinguir a vida no planeta.
Surgindo com aparência que em nada o distingue de outro humano, no final, Casimir Bodu, toma outra forma.





Mandrake
Mandrake surgiu pela primeira vez na tira diária em 11 de junho de 1934. É logo nesta primeira aventura que ele enfrenta o seu maior inimigo, O Cobra. Este vilão irá acompanhar Mandrake ao longo dos anos. Neste primeiro episódio ele surge com o rosto de forma visível, mas com o decorrer dos anos passará acusar uma máscara que não lhe permite ver a cara. Porque tem poderes semelhantes aos de Mandrake, O Cobra será sempre um dos inimigos mais difíceis de enfrentar.


Saki, o o camelo de barro, assim conhecido por deixar sempre este objeto, como assinatura, nos locais por onde passava. Saki é um ladrão capaz de em instantes adquirir disfarces, estando sempre a transformar-se e dificultando a tarefa de o apanhar. È um dos inimigos dos primeiros tempos da série.



Mandrake tem um irmão gémeo de no me Derek. Esta personagem que surgiu na série em 1948 tem uma personalidade que o afasta de Mandrake. Perdendo numa batalha com o irmão as suas capacidades de poder mental, Derek tem habilidades que o transformam num batoteiro e elemento dos ambientes ligados ao crime.

Aleena frequentou, tal como Mandrake, a escola de magia no Tibete. No entanto, ao invés do protagonista da série usa os seus poderes para proveito próprio, ligando-se a atividades criminosas. Usa  também a sua beleza para  tentar alcançar os seus intentos.
Surgiu na série em 1954, reaparecendo novamente apenas na fase em que a série era desenhada por Fredericks, que lhe deu um ar mais sedutor.
Deixo duas imagens de Aleena. Uma apenas do rosto e outra de corpo inteiro, ambas da autoria de Fredericks.




A Toupeira é um dos vilões com menor intervenção na série, mas a sua presença em pelo menos dois episódios, levam a que seja aqui feita uma referência. Trata-se de um genial cientista que inventou um potente laser. Mais tarde trabalha rá em conjunto com  O Cobra, o grande inimigo de Mandrake.

Quando Fredericks passou a desenhar a série, Lee Falk, o autro do argumento, introduziu a quadrilha Oito, chefiada pelo desconhecido Octon. Ligada a todas as atividades criminosa possíveis, o bando está organizado em oito braços diferentes, que Mandrake vai destruindo ao longo dos anos. As aventuras contra Octon são das mais interessantes da série na fase desenhada por Fredericks.