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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Pedro Álvares Cabral

Pedro Álvares Cabral nasceu em 1467 ou 1468  em Belmonte.
Com a idade de 12 anos foi para a Corte, onde recebeu formação militar.
Em 1500 foi indicado para capitanear uma armada que s dirigia para a Índia, Durante a viagem de ida, propositadamente ou acidentalmente, teve um desvio de rota que o levou à descoberta do Brasil.
Um dos navios regressou a Portugal para noticiar a descoberta e Cabral rumou com a restante frota para a Índia.
Após a chegada ao Oriente, Pedro Álvares Cabral envolveu-se num conflito com os locais, do qual resultou um massacre de algumas centenas de pessoas da população.
Em 1509 retirou-se para a cidade de Santarém onde faleceu provavelmente noa no de 1520.

Pedro Álvares Cabral surge em várias histórias de banda desenhada, que retratam a época dos descobrimentos.

Refiro aqui cinco trabalhos que abordam a vida de Pedro Álvares Cabral e a descoberta do Brasil.

Pedro Álvares Cabral, por Baptista Mendes
 
Histórias da nossa História, por Fernando Bento
 
Pedro Álvares Cabral, por Vitor Peon
 

Pedro Alvares Cabral e o Brasil- da serra da Estrela á costa do descobrimento, por José Pires
 


Pedro Álvares Cabral, por Victor Paiva

domingo, 28 de março de 2021

Análise Crítica: O heroísmo de uma vitória


         Obra: O heroísmo de uma vitória
Autor: José Ruy
Editora: Âncora
Data da Edição: 2020
Álbum brochado: 32 páginas
ISBN: 978-989-862-870-7
Preço: 10,90 €
Dimensões: 175 x 246 mm

 

Análise

José Ruy já utilizara este modelo de narrativa com bastante eficácia em Operação Òscar e em Mataram o rei! Viva a Republica. Recorrer a personagens fictícias, colocando-os a contracenar com personagens reais em factos verídicos.

Portanto, do ponto de vista narrativo, há que enquadrar o modelo escolhido por José Ruy, e, dentro do estilo adotado, conseguiu os seus objetivos. Narrar os eventos históricos de modo eficaz, claro, deixando perceber bem o que é real e o que é ficção.

José Ruy recorre bastante ao texto legendado, sendo aí que se encontra em maior abundância o relato histórico-verídico, servindo os diálogos, em que usa balões, para acrescentar os factos ficcionados.

As vinhetas encontram-se bem definidas, separadas por espaços em branco. Há, em situações muito reduzidas, vinhetas sobrepostas, em que se tenta mostrar simultaneidade ou sobreposição de observações. A sequência pela qual é feita a leitura não é optativa. Torna-se claro em cada vinheta qual é a anterior ou a posterior, e, se em alguns casos houvesse dúvida, o próprio autor coloca setas que indicam a sequência que ele pretende que o leitor siga.

José Ruy tem um desenho bastante plástico, onde os corpos denunciam de modo claro o seu movimento, mas mesmo assim, não se inibe de recorrer a símbolos cinéticos que acrescentam fluidez ao imaginado movimento dos corpos. Os desenhos de José Ruy não são estátuas. São corpos que se movem de forma bem explícita.

O autor não pode ser acusado de desenhar figuras sobre fundos coloridos. Continuando um estilo que já vem detrás, José Ruy explicita bem os cenários onde a ação decorre, não exagerando, deixando o leitor a admirar o fundo da vinheta, esquecendo a história, mas colocando os elementos essenciais que tornam a observação da vinheta agradável.

Na página 2 do álbum surge a indicação das obras consultadas por José Ruy, e se algumas se dirigem aos eventos históricos, outras são de pesquisa icónica, de modo a poder fazer bom uso da sua arte de desenhar na representação de uniformes, vestuários de época, monumentos e orografia locais.

Em todo o desenho há um pormenor, também comum a outros trabalhos de José Ruy, que parece ser o seu ponto fraco. Quando faz a abordagem de alguns planos gerais, fica-se com a ideia que as proporções do terreno e dos corpos representados nem sempre são bem reproduzidos. Como exemplo disso fica a vinheta reproduzida na contracapa, onde parece haver uma desproporção entre as dimensões da baía, dos barcos e o seu posicionamento em relação à profundidade das águas.

A capa é excelente, mostrando toda a mestria de José no desenho de corpos e objetos e do mar. José Ruy sempre desenhou muito o mar: Lusíadas, Capitão Bomvento, Fernão Mendes Pinto, etc, e esta capa revela todo o conhecimento e experiência que ele adquiriu.

Lamenta-se este livro não ser publicado em capa dura, o que mais tarde ou mais cedo o condenará a ter a capa separada das folhas. O objetivo deve ter sido produzir uma edição mais barata.

Conclusão

Obra de um grande mestre da banda desenhada portuguesa, que continua a desenhar e a narrar com elevada qualidade. Pertence a um género de que nem todos gostam, narrando eventos históricos,  que José Ruy, consegue aligeirar sem adulterar os factos. Mais um livro a juntar a muitos outros de José Ruy, que constituem uma versão alternativa de conhecer a história portuguesa desde a fundação de Portugal até aos tempos contemporâneos.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Relendo... ao acaso: O fado ilustrado

Episódio
O fado ilustrado

Autores
Texto e desenho: Jorge Miguel

Dados sobre o episódio
Leitura: O fado ilustrado (Álbum)
Editora: Plátano Editora
Data da publicação: 2011
46 páginas cor
 
Resumo
Narrativa colocada temporalmente entre 1896 e 1917. Amores violentos entre um fadista e um ladrão. Pelo meio passam factos e personagens da história de Portugal. Os factos dos atentados aos rei, a implementação da república e a I Guerra Mundial. Figuras como Eça de Queirós, o rei D. Carlos e José Malhoa  cruzam as páginas do álbum influenciando o enredo da história.

Comentário
Uma situação rara na BD portuguesa. A capacidade de integrar ficção em eventos históricos.
 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Relendo... ao acaso: No tempo dos Lusitanos

Episódio
No tempo dos Lusitanos

Série
Origens de Portugal com Humor

Autores
Crisóstomo Alberto

Dados sobre o episódio
Leitura: No tempo dos Lusitanos (Álbum)
Editora: Asa
Data da publicação: 1988
46 páginas cor
 
Resumo
Narrativa da conquista da Península Ibérica pelos Romanos e das lutas ocorridas. Relatos dos eventos ocorridos na época em que Viriato comandou a resistência, assim como Sertório.

Comentário
Visão divertida da história, balançando entre os factos e a ficção.

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Relendo... ao acaso: História de Penamacor

Episódio
História de Penamacor

Autores
Baptista Mendes

Dados sobre o episódio

Publicação original: Álbum
Leitura: História de Penamacor
Editora: Âncora Editora
Data da edição: 2001
30 páginas/cor
 
Resumo
Narrativa que inclui a lenda de Penamacor e a vida de Ribeiro Sanches.
 
Comentário
Titulo demasiado abrangente, História de Penamacor, para a evocação a lenda e da biografia de Ribeiro Sanches, cuja vida decorreu  na sua maior parte fora dessa localidade. Sobre Penamacor ficou pouco contado.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Serpa Pinto

Alexandre Alberto da Rocha de Serpa Pinto, nasceu em Tendias, no concelho de Cinfães em 20 de abril de 1846.
Aos onze anos entrou para o Colégio Militar, sendo comandante do Batalhão do Aluno aos 17 anos.~
Em 1869 participou numa missão militar na África Oriental, que tinha objetivo enfrentar as tropas de Bonga.
Em 1877 Serpa Pinto é nomeado oficialmente para participar numa viagem à África central, com objetivos científicos. Partiu com Brito Capelo, mas depois de percorrerem o trajeto Benguela-Bié, Serpa Pinto e Brito Capelo desentenderam-se e Serpa Pinto tentou chegar, com parte da expedição,  a Moçambique. O seu objetivo falhou, acabando por ir parar a Durban.
O rei Carlos I concedeu-lhe o título de Visconde de Serpa Pinto.
Esta aventura de Serpa Pinto transformou-o num herói aos olhos da população, tendo sido por três vezes deputado.
  
Serpa Pinto faleceu em Lisboa no dia 28 de dezembro de 1900.

Na minha coleção existem duas versões da viagem e da vida de Serpa Pinto

José Garcês
 


Fernando Bento

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Rostos da História de Portugal (16)

Algumas personalidades do século XX português

José Relvas
(1858-1929)
Proclamou a implantação da república em 5 de outubro de 1910, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa)

José Pires em História de Celorico da Beira
  
Manuel de Arriaga
(1840-1917)
Primeiro presidente eleito da república portuguesa.

José Pires em História de Celorico da Beira

José Ruy em Leva-me nesse sonho.

 Afonso Costa
(1871-1937)
Ministro republicano que publicou alei que separa estado e igrejas.

João Amaral em História de Manteigas


Gago Coutinho
(1869 – 1959)
Protagonizou a primeira travessia aérea do atlântico-sul

Baptista Mendes em Gago Coutinho

Eddy Paape em A primeira travessia aérea do Atlântico

Hernâni Lopes em O grande almirante

Vitor Peon em A 1ª travessia do Atlântico

José Pires em História de Celorico da Beira
  
Sacadura Cabral
(1881-1924)
Realizou a primeira viagem aérea Portugal-Brasil

Baptista Mendes em Gago Coutinho

Eddy Paape em A primeira travessia aérea do Atlântico

Hernâni Lopes em O grande almirante

Vitor Peon em A 1ª travessia do Atlântico

José Pires em História de Celorico da Beira


Salazar
(1889-1970)
Ditador que se manteve no poder entre 1932 e 1968

José Morim em Portugal 8 séculos em banda desenhada

Ferreira de Castro
(1898-1974)
Escritor português, cuja obra revela preocupações sociais.

João Amaral em História de Manteigas

Vergilio Ferreira
(1916-1996)
Escritor cuja obra fica marcada pelo neorrealismo e pelo existencialismo

José Pires em História de Gouveia

 Mário Soares
(1924-2017)
Político português que marcou significativamente a vida portuguesa depois de 1974.


José Morim em Portugal 8 séculos em banda desenhada

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rostos da História de Portugal (15)

Homens da cultura em Portugal nos séculos XVII XVIII e XIX

Padre António Vieira
(1608-1697)
O mestre da oratória em português.

Baptista Mendes em Padre António Vieira

José Garcês em A grande aventura
  
Bartolomeu de Gusmão
(185-1724)
Inventor a “passarola”.

José Garcês em A grande aventura

Torton em A vida aventurosa de Bartolomeu de Gusmão.

 Bocage
(165-1805)
Poeta português que marca a transição para o estilo romântico.

José Garcês em A grande aventura

Almeida Garrett
(1799-1854)
Uma das grandes figuras intelectuais do século XIX, que também teve importante atividade política.

Baptista Mendes em Almeida Garrett

José Ruy em Almeida Garrett

Alexandre Herculano
(1810-1877)
Grande figura da letras portuguesas,  do estilo romântico.

Baptista Mendes em Alexandre Herculano

José Garcês em A história da Guarda


Antero de Quental
(1842-1891)
Poeta com papel importante no grupo Geração de 70.


Baptista Mendes em Antero de Quental

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Rostos da História de Portugal (14)

Da revolução liberal  à republica

Pedro IV
(1798-1834)
O rei que declarou a independência do Brasil

José Ruy em Almeida Garrett


Miguel I
(1802-1866)
Tentou restaurar o absolutismo em Portugal, mergulhando o país numa guerra civíl

José Ruy em Almeida Garrett

José Garcês em História de Pinhel

José Pires em História de Celorico da Beira

Maria II
(1819-1853)
Rainha que se seguiu à turbulência da guerra civil no governo de um país cheio de cicatrizes.

José Garcês em História de Ourém

José Ruy em Almeida Garrett

José Ruy em Sintra o Monte Encantado

José Morim em Portugal 8 séculos em banda desenhada

Joaquim António de Aguiar
(1792-1884)
Decretou a extinção das ordens religiosas

José Garcês em História de Ourém

Pedro V
(1837-1861)
Rei muito popular, que era considerado uma esperança para o país, mas que morreu apenas com 24 anos

Fernando Bento em Pedro V o rei santo.

José Morim em Portugal 8 séculos em banda desenhada


Fontes Pereira de Melo
(1819-1887)
Como ministro das obras públicas, introduziu o caminho de ferro em Portugal

José Garcês em História da Guarda


Luís I
(1838-1889)
Um dos reis mais cultos e de grande sensibilidade artística que Portugal teve.

José Garcês em História da Guarda


Maria Pia de Saboia
(1847-1911)
Foi casada com Luis I.

José Garcês em História da Guarda



Carlos I
(1863-1908)
Rei assassinado em 1908 às mãos de defensores da república.

José Pires em História de Celorico da Beira

José Ruy em Mataram o rei.

Manuel II
(1889-1932)
Derradeiro monarca português.


José Ruy em Mataram o rei.