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sábado, 11 de janeiro de 2025

Porto BomVento

 



Porto BomVento é uma série criada por José Ruy. Homens sem alma é o primeiro episódio desta série.

Neste primeiro episódio fica-se a saber a origem de Porto Bomvento, através de uma conversa ocorrida numa taberna, pouco depois do piloto, que tem este nome, ter conseguido fazer uma entrada em mar tempestuoso na barra do Douro.

É aí que entra em contacto e conhece Dias Gaia e se inicia uma aventura que neste episódio o levará a território africano na busca de um tesouro.

O episódio foi publicado em álbum em 1988.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Relendo ao acaso: Levem-me nesse sonho


Episódio

Levem-me nesse sonho

 

Autores

Desenho e texto: José Ruy

 

Dados sobre o episódio

Leitura: Levem-me nesse sonho (álbum)
Editora: Asa
Data da publicação: 1993
30 páginas/ cor

 

Resumo


Um jovem pega numa velha encadernação de revistas O Mosquito, abre-a e das folhas saltam Zé Pacóvio e Manuel Grilinho, que levam o leitor das revistas a conhecer Tiotónio e a um passeio pela cidade da Amadora, relembrando alguns dos factos históricos que construíram a memória da cidade, nos seus lugares e nas pessoas que os viveram

 

Comentário

Mais um trabalho de José Ruy, que narra, de um modo menos convencional, factos reais, trazendo figuras imaginadas ao encontro das personagens reais.


segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Porto Bomvento


Bomvento é uma personagem fictícia que vive episódios aventurosos na época dos descobrimentos. Esta personagem, que retrata um piloto dos barcos portuguesas, nascido no Porto e órfão,  vive oito aventuras que o levam a vários lugares do mundo onde os portugueses daquela época chegaram.
É possível, na leitura dos livros identificar nesta personagem, totalmente criada por José Ruy, no desenho e no argumento, as datas em que ocorrerem os factos narrados. O primeiro álbum localiza-se m 1480 e o último em 1523.


Episódio
Publicação na minha coleção
Data da publicação
Ano de referência da aventura
Homens sem alma
Jornal da BD 259 / Álbum Editorial Notícias
1987
1480
 
Bomvento no castelo da mina
Álbum Edições Asa
1988
1481-82
 
Bomvento no Cabo da Boa Esperança
Álbum Edições Asa
1989
1487-1488
 
Bomvento no Brasil
Álbum Edições Asa
1990
1494
 
Bomvento nas Terras do lavrador
Álbum Edições Asa
1991
1502
 
Bomvento no Cataio
Álbum Edições Asa
1991
1506-1508
 
Bomvento na Austrália
Álbum Edições Asa
1991
1521
 
Bomvento recorda a infância
Álbum Edições Asa
1992
1523
 





quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Zoo da BD (18)

Lontra
Por Baptista Mendes

Onagro
Por Augusto Trigo


Onça
Por José Ruy


Orangotango
Por José Ruy


Ovelha
Por Eugénio Silva



Porco
Por José Ruy


Tapir
Por José Garcês



Tartaruga
Por José Garcês



sábado, 16 de outubro de 2021

Zoo da BD (17)

Gazela
Por José Ruy


Gorila
Por José Garcês


Jacaré
Por José Ruy


Jaguar
Por José Garcês


Jaguar Negro
Por José Garcês


Leão
Por José Ruy



Leopardo
Por José Garcês



Lince
Por Baptista Mendes


Lobo
Por João Amaral

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Zoo da BD (16)

Dromedário
Por José Ruy


Elefante
Por José Ruy


Falcão
Por Eduardo Teixeira Coelho

Por Augusto Trigo


Foca
Por José Ruy


Gato
Por José Garcês


Por José Pires

Por José Ruy

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Zoo da BD (15)

Abutre Negro
Por Baptista Mendes

Águia
Por José Pires

Andorinha do mar
Por José Garcês

Avestruz
Por José Ruy

Baleia
Por José Ruy

Bisonte
José Ruy

Canguru
Por José Ruy

Cegonha Preta
Por Baptista Mendes

Corvo
Por José Ruy

Dragão de Komodo
Por José Ruy

domingo, 28 de março de 2021

Análise Crítica: O heroísmo de uma vitória


         Obra: O heroísmo de uma vitória
Autor: José Ruy
Editora: Âncora
Data da Edição: 2020
Álbum brochado: 32 páginas
ISBN: 978-989-862-870-7
Preço: 10,90 €
Dimensões: 175 x 246 mm

 

Análise

José Ruy já utilizara este modelo de narrativa com bastante eficácia em Operação Òscar e em Mataram o rei! Viva a Republica. Recorrer a personagens fictícias, colocando-os a contracenar com personagens reais em factos verídicos.

Portanto, do ponto de vista narrativo, há que enquadrar o modelo escolhido por José Ruy, e, dentro do estilo adotado, conseguiu os seus objetivos. Narrar os eventos históricos de modo eficaz, claro, deixando perceber bem o que é real e o que é ficção.

José Ruy recorre bastante ao texto legendado, sendo aí que se encontra em maior abundância o relato histórico-verídico, servindo os diálogos, em que usa balões, para acrescentar os factos ficcionados.

As vinhetas encontram-se bem definidas, separadas por espaços em branco. Há, em situações muito reduzidas, vinhetas sobrepostas, em que se tenta mostrar simultaneidade ou sobreposição de observações. A sequência pela qual é feita a leitura não é optativa. Torna-se claro em cada vinheta qual é a anterior ou a posterior, e, se em alguns casos houvesse dúvida, o próprio autor coloca setas que indicam a sequência que ele pretende que o leitor siga.

José Ruy tem um desenho bastante plástico, onde os corpos denunciam de modo claro o seu movimento, mas mesmo assim, não se inibe de recorrer a símbolos cinéticos que acrescentam fluidez ao imaginado movimento dos corpos. Os desenhos de José Ruy não são estátuas. São corpos que se movem de forma bem explícita.

O autor não pode ser acusado de desenhar figuras sobre fundos coloridos. Continuando um estilo que já vem detrás, José Ruy explicita bem os cenários onde a ação decorre, não exagerando, deixando o leitor a admirar o fundo da vinheta, esquecendo a história, mas colocando os elementos essenciais que tornam a observação da vinheta agradável.

Na página 2 do álbum surge a indicação das obras consultadas por José Ruy, e se algumas se dirigem aos eventos históricos, outras são de pesquisa icónica, de modo a poder fazer bom uso da sua arte de desenhar na representação de uniformes, vestuários de época, monumentos e orografia locais.

Em todo o desenho há um pormenor, também comum a outros trabalhos de José Ruy, que parece ser o seu ponto fraco. Quando faz a abordagem de alguns planos gerais, fica-se com a ideia que as proporções do terreno e dos corpos representados nem sempre são bem reproduzidos. Como exemplo disso fica a vinheta reproduzida na contracapa, onde parece haver uma desproporção entre as dimensões da baía, dos barcos e o seu posicionamento em relação à profundidade das águas.

A capa é excelente, mostrando toda a mestria de José no desenho de corpos e objetos e do mar. José Ruy sempre desenhou muito o mar: Lusíadas, Capitão Bomvento, Fernão Mendes Pinto, etc, e esta capa revela todo o conhecimento e experiência que ele adquiriu.

Lamenta-se este livro não ser publicado em capa dura, o que mais tarde ou mais cedo o condenará a ter a capa separada das folhas. O objetivo deve ter sido produzir uma edição mais barata.

Conclusão

Obra de um grande mestre da banda desenhada portuguesa, que continua a desenhar e a narrar com elevada qualidade. Pertence a um género de que nem todos gostam, narrando eventos históricos,  que José Ruy, consegue aligeirar sem adulterar os factos. Mais um livro a juntar a muitos outros de José Ruy, que constituem uma versão alternativa de conhecer a história portuguesa desde a fundação de Portugal até aos tempos contemporâneos.