sábado, 19 de dezembro de 2020

Baú das revistas: O Mosquito

Revista
O mosquito nº 8 (V série)

Ficha Técnica
Data de publicação: setembro de 1985
Periodicidade: mensal
Preço: 200$00
Dimensões: 210 mm x 290 mm
Diretor: José Chaves Ferreira
Propriedade: Carlos & Reis, Lda
Distribuição: Distribuidora Jardim de Publicação, Lda.
Tiragem 15 000 exemplares
60 páginas incluindo a numeração da capa
Capa a cores
Interior a preto e branco e a cores

Conteúdo:
Capa
Da autoria de Frank Frazetta
Capa interior
Publicidade a álbuns de Torpedo 1936
Página 3
Estamos de Parabéns. Texto editorial
Ficha Técnica
Página 4
R..I.P e Amen. Episódio de Torpedo 1936  com argumento de Bernet e desenhos de Sanchez Abuli
Página 12
O primeiro caso. Conto de Lúcio Cardador com desenhos de Carlos Alberto
Página 14
O voo final. Episódio de Ás de Espadas, com desenho de Juan Gimenez e argumento de Ricardo Barreiro
Página 24
Histórias de outros tempos. Artigo de A. J. Ferreira
Página 26
Mosquito Expresso. Página com correio dos leitores
Página 27
A noite da estrela. Inicio do episódio, com texto de Bati e desenho de Moebius
Página 35
A mensageira da morte. Artigo de A. Dias de Deus
Página 36
Acherontia Atropos. Argumento e desenho de Milo Manara
Página 44
BD 2000. Artigo de Luiz Beira
Página 45
Oppium. Primeira parte de uma história desenhada por Daniel Torres
Página 48
A jangada. Primeira parte de um episódio desenhado por Manfred Sommer
Página 54
Principe Valente. Por Hal Foster. Pranchas de 3/11/46 a 1/12/46.
Contracapa interior
Publicidade à coleção Antologia da Banda Desenhada Portuguesa
Contracapa
Publicidade ao álbum Mississipi River

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Efeméride: Zep


Faz hoje 53 anos que nasceu, 15 de dezembro de 1967, o desenhador Zep.

Vinheta desenhada por Zep

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Mayam


Mayam, uma série com 4 álbuns publicados entre 2003 e 2007, teve desenhos de Daniel Koller, com argumento de Stephen Desberg.
O primeiro episódio, La Delegación Terrícola, na versão espanhola, apresenta-nos o protagonista June Lenny, um funcionário da embaixada terrestre no mais afastado planeta da galáxia, Tir Mayam.
June não tem escrúpulos de atuar à margem das normas legais para conseguir dinheiro, mas esses seus atos levam-no a correr grandes riscos e a estar perto da morte.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Análise Crítica: Lucky Luke - Um cowboy no algodão

 


Obra: Lucky Luke – Um cowboy no negócio do algodão
Título original: Lucky Luke (nouvelles aventures)  ) – Un Cow-boy dans le cotton
Editora: Asa
Data de Edição: outubro de 2020
ISBN: 978-989-23-4948-0
Desenho: Achdé
Argumento: Jul
Cor: Mel Acryl’Ink
Álbum cartonado: 48 páginas – 44 de banda desenhada
Dimensões: 293 mm x 225 mm
Preço: 10,90 €

Análise:

O argumento recorre à interação de Lucky Luke com personagens da história dos Estados Unidos, uma situação recorrente da série, que  já surgiu em muitos episódios anteriores. A novidade surge no facto de essa personagem se tratar de um negro que ocupou o cargo de Marshall Adjunto. Esta situação que pode ser associada aos múltiplos problemas raciais que atualmente se vivem nos Estados Unidos, com a o relevo que têm estado a ganhar os movimentos de supremacia branca, representados neste álbum pela Ku-Klux Klan.

Situada numa época em que a escravatura tinha sido abolida, são no entanto evidentes ainda as marcas que o sistema deixou na sociedade daquele país, neste caso representado pelo estado da Luisiana. Neste âmbito salienta-se negativamente a tentativa de apresentar o oeste do país como sendo uma zona livre de atitudes racistas, o que estava longe de ser verdade.

A melhor época da série foi aquela em que Goscinny escreveu os argumentos, em que a fluidez narrativa e o humor marcaram os diferentes episódios. Com a  assunção, por Morris, da escrita dos episódios, notou-se o quebrar dessa espontaneidade e incapacidade de produzir humor naturalmente no fluir narrativo.

Este episódio, no que se refere ao humor, faz lembrar alguns dos momentos que Goscinny trouxe às páginas da série. A vontade de rir, ou apenas sorrir, surgem de modo natural na leitura, com o aproveitamento das diferentes personagens, das suas características e dos elementos cenográficos apresentados no contexto da história. Não surge, na maior parte das situações, o humor forçado.

Como em episódios anteriores surge um piscar de olho à atualidade fazendo aparecer duas crianças que podem ser associadas a duas personagens conhecidas dos tempos atuais: a pequena Oprah e o jovem Barack.

De forma natural surgem também no episódio, as personagens ficcionais Tom Sawyer e Hucklberry Finn criadas pelo escritor Mark Twain.

Os Dalton também marcam presença neste álbum, numa participação pouco intensa, mas suficiente para alguns bons momentos de humor.

O argumento flui de modo natural quase até ao final. No completar da narrativa é verificável a dificuldade do argumentista em resolver a ação. Surge quando Lucky Luke fica incapaz de solucionar, por si, ou com a ajuda do seu cavalo, o problema em que se encontra, sendo salvo por outra das personagens, que surge naquele momento, vinda do nada, embora apresente uma justificação, forçada, para a sua presença. Normalmente Lucky Luke resolveria com Jolly Jumper os problemas em que se encontrava. Neste caso sucedeu de outra forma.  Também do nada, surge um furacão, que é um fenómeno, que ao contrário dos tornados, não surge de modo brusco, havendo sempre alterações meteorológicas anteriores que o prenunciam. Neste caso surgiu sem aviso. Tivesse o argumentista conseguido resolver estas duas situações de modo mais eficaz e estaríamos perante um dos melhores argumentos da série.

As relações sociais surgem de modo muito caricatural no episódio, o que já não é uma novidade nesta série, com os negros a serem todos bons, os brancos americanos a serem todos maus e os descendentes dos franceses a viverem completamente arredados da sociedade dos americanos. A introdução de algum elemento dissonante dentro dos grupos étnicos poderia contribuir para criar algumas situações humorísticas.

Achdé  é um desenhador que conseguiu apanhar o traço de Morris. O traço é leve, adequado a uma história em que o movimento é um elemento importante da leitura e da sequência narrativa. O desenhador consegue desenhar os corpos nas diferentes posições que lhes transmitem uma plasticidade que os transforma, apesar do traço caricatural, em personagens animadas.

Os elementos cenográficos são bastantes diversificados e por vezes minuciosos. O autor desenha vinhetas pequenas, que normalmente lhe permitem colocar de oito a onze vinhetas em cada prancha, mas arrisca por vezes algumas vinhetas maiores, não poupando nos pormenores cenográficos. Das vinhetas gigantes, uma análise mais negativa, vai para a da prancha trinta e nove, que parece ser a menos conseguida. De salientar, na prancha seguinte, as três vinhetas que ocupam todo o comprimento da prancha e que conseguem transmitir na perfeição a narrativa que lhe está associada. Trata-se de uma exemplo em que a história tem que ser obrigatoriamente lida com a opção gráfica tomada pelo desenhador.

A paleta de cores é variada e adequada a cada contexto narrativo, como por exemplo o verde, quando em fundo se encontram os pântanos ou ambientes ajardinados, ou tons escuros para cenas noturnas.

Quase toda a narrativa decorre com os diálogos dos balões. O texto em legendas é muito raro, com exceção da prancha seis, onde não há um evoluir narrativo, mas uma explicação histórica sobre o enquadramento social nas plantações da Luisiana. Quase toda a história poderia decorrer sem a presença das legendas, percebendo-se o enredo apenas pela leitura de desenho e texto.

A letra é bem legível, surgindo em tamanho adequado a permitir a leitura fácil.

Ao longo da narrativa surgem algumas onomatopeias, assim como balões com simbologia, ou formatos de letra que exprimem emoções.

Para expressar movimento existem alguns símbolos cinéticos, embora a plasticidade do traço já o evidencie, e mais alguma simbologia, em torno dos rostos, de modo a amplificar as emoções que os semblantes expressam.

 

Conclusão:

Um livro que vale a pena ler. As suas poucas insuficiências a nível do argumento ou do desenho, são superadas pelos aspetos positivos.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Da BD para o ecrã: Dan Dare


Dan Dare é uma série inglesa de ficção científica que surgiu em 14 de abril de 1950 na revista Eagle, desenhada por Frank Hampson.


No início da primeira década do século XXI foi realizada uma série de animação

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Efeméride: Fahrer


Faz hoje 81 anos que nasceu, em 10 de dezembro de 1939,  desenhador argentino Walter Fahrer.

Vinheta de Harry Chase desenhada por Fahrer