segunda-feira, 20 de março de 2023

Centenário do nascimento de Vitor Péon (5)

 Foi na revista Camarada, com periodicidade quinzenal, e que viu  a luz do dia em 1 de dezembro de 1947, aproveitando a data para exacerbar o espirito nacionalista, que Vitor Péon deu alguns dos seus primeiros passos na banda desenhada. Numa revista pertencente à Mocidade Portuguesa, estrutura ligada fortemente ao regime político do Estado Novo, Baltazar Rebelo de Sousa tentou dirigir uma revista que não se evidenciasse muito pelo seu proselitismo político e propaganda ao regime salazarista. Na banda desenhada, Camarada publicou algumas histórias em quadradinhos inócuas do ponto de vista político, como foram as que Vitor Péon desenhou.

Numa revista que apenas publicava banda desenhada de autores portugueses, e perante o reduzido número de desenhadores existentes, não se poderia esperar uma qualidade muito alta, que, na verdade, não existia em nenhum país europeu.

Vitor Péon desenhou duas histórias, não havendo indicação se ele também seria o autor do argumento, mas tudo leva a crer que sim.

Entre os números 4 e 28, de 15 de dezembro de 1948 a 1 de janeiro de 1949, que publicou Sangue Aventureiro.



Entre os números 55 e 64, entre 9 de julho e 10 de setembro de 1949, publicou Audaz, o “cow-boy” justiceiro, um western mais curto do que a anterior história publicada.



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