
A colaboração de Fernando Bento
foi uma constante durante os dez anos que a publicação durou, mas as
caraterísticas das histórias variaram significativamente. De longas histórias
nos primeiros anos, passou a episódios mais curtos, nomeadamente nas adaptações
de contos de Conan Doyle com a personagem Sherlock Holmes, que duravam no
máximo 14 números. No final passou a desenhar histórias que eram publicadas num
único número.
Com o fim do Cavaleiro Andante,
Fernando Bento,
contrariamente ao que sucedera com o fim de O Diabrete, não transitou para revista Zorro, que Simões Müller passou a dirigir.
contrariamente ao que sucedera com o fim de O Diabrete, não transitou para revista Zorro, que Simões Müller passou a dirigir.

De todos os seus trabalhos, há
uma adaptação feita a banda desenhada que merece maior destaque.
Em 1947 adaptou para O Diabrete o
romance A ilha do tesouro. Em 1993 retomou o tema adaptando, com argumento de
Jorge Magalhães, o romance de H. A. Calahan, Regresso à ilha do tesouro,
tendo publicado em álbum a primeira parte. Dos três volumes previstos apenas se
conhece o II, que nunca chegou a ter coloração e saiu postumamente na revista
Seleções BD, 2ª série, entre os números 13 e 19.
Fernando Bento faleceu em 14 de
setembro de 1996, deixando uma obra ímpar na banda desenhada portuguesa.
Segue-se mais um conjunto de
trabalhos de Fernando Bento que eu possuo na minha coleção.
Episódio
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Publicação na minha coleção
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A ilha do tesouro
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Mundo de Aventuras ( II fase) 373 a 375
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Serpa Pinto
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Mundo de Aventuras ( II fase) 27 a 331 e Mundo de Aventuras ( II
fase) 339
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Beau Geste
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Cavaleiro Andante 1 a
52
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O mistério do Tibet
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Cavaleiro Andante 1 a
19
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A abóboda
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Mundo de Aventuras (
II fase) 339/ Cavaleiro Andante 177
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História do homem
que contava histórias
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Cavaleiro Andante 25
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Revolta na Jamaica
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Cavaleiro Andante 25 a
47
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O anel da rainha de
Sabá
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Cavaleiro Andante 54 a
102
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A torre das 7 luzes
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Cavaleiro Andante 84 a
109
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Quintino Durward
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Cavaleiro Andante 110
a 169
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Chaimite
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Cavaleiro Andante 182
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O homem que deu a
volta ao mundo
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Cavaleiro Andante 190
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A ilha perdida Cavaleiro Andante 210 a 251
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Uma cidade flutuante
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Cavaleiro Andante 253
a 280
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A jóia do vice-rei
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Cavaleiro Andante 283
a 309
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Emilio e os
detectives- O homem do chapéu de côco
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Cavaleiro Andante 311
a 339
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Emílio e os três gémeos
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Cavaleiro Andante 340
a 388
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Sherlock Holmes- A
liga dos ruivos
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Cavaleiro Andante 340
a 353
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Sherlock Holmes- o
Homem do beiço torcido
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Cavaleiro Andante 354
a 368
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Sherlock Holmes- Os
cinco caroços de laranja
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Cavaleiro Andante 369
a 380
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Sherlock Holmes- O
diadema de esmeraldas
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Cavaleiro Andante 382
a 394
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Scaramouche
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Cavaleiro Andante 395
a 425
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Moby Dick
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Cavaleiro Andante 426
a 444
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Sherlock Holmes-A
sociedade dos treze
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Cavaleiro Andante 449
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Perigo no desfiladeiro
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Cavaleiro Andante 458
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Os cinco na ilha do
tesouro
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Cavaleiro Andante 465
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A chamada
telefónica
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Cavaleiro Andante 476
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O cavaleiro
escarlate
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Cavaleiro Andante 482
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O segredo do mar
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Cavaleiro Andante 487
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Uma sereia na bruma
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Cavaleiro Andante 495
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Carga perigosa
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Cavaleiro Andante 502
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Robert Houdin
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Cavaleiro Andante 510
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Um estranho
naufrágio
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Cavaleiro Andante 517
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Regresso à ilha do
tesouro I
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Álbum
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Regresso à ilha do
tesouro II
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Selecções BD (2ª série) 13 a 19
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Obrigado por dar a conhecer mais uns trabalhos de Fernando Bento de quem aprecio o seu estilo no desenho.
ResponderEliminarA capa do CA 252 é apelativa e é pena que não sigamos a "moda" dos integrais dos nossos vizinhos para uma compilação dessas histórias... mas, compreendo que mesmo numa edição limitada, o custo não é compatível com o nosso pequeno mercado.
Sem dúvida que o reduzido mercado nacional e a incapacidade de exportar sempre limitaram a banda desenhada que se fez em Portugal.
EliminarA 2ª parte do "Regresso à Ilha do Tesouro", publicada na revista Selecções BD, tinha muitas páginas coloridas por Fernando Bento, só as últimas eram a preto e branco. Todas foram impressas tal como estavam.
ResponderEliminarRevelo aqui que Fernando Bento chegou a propor-me encetar o 3º volume, mas como não havia garantia de que as Edições Asa, então a atravessar uma profunda crise, o publicassem, eu não fiquei entusiasmado com a ideia, pois tinham-me ficado a dever muito dinheiro. Hoje estou arrependido de não ter aceitado a sugestão do Mestre, com quem tanto gostei de colaborar nessa história.
Saudações bedéfilas e continuação do bom trabalho,
Jorge Magalhães