sábado, 14 de maio de 2016

Sitting Bull

A história do mundo está repleta de extermínios de povos e  genocídios.
O avanço da colonização naquilo que é o atual território dos Estados Unidos levou à expulsão dos nativos, que quando se recusavam a abandonar os territórios onde viviam eram a isso forçados pela lei das armas.
Embora a diferença de capacidade bélica fosse enorme, com o exército dos Estados Unidos a conseguir impor a sua força, muitos índios resistiram a entrar nos campos onde os colocavam e onde morriam de fome, fio e doenças.
Sitting Bull, Touro Sentado, foi um dos chefes Sioux que comandou essa resistência, na década de setenta do século XIX,  ficando conhecido por ter derrotado e aniquilado o sétimo regimento de cavalaria, comandado pelo general Custer, na batalha de Little Big Horn.
Perseguido pelo exército dos Estados Unidos, foi obrigado a refugiar-se com a sua tribo no Canadá, de onde regressou em 1881,  apresentando a sua rendição.
Mais tarde trabalhou no famoso Wild West Shows de Buffalo Bill.
Sitting Bull morreu num tiroteio em 15 de dezembro de 1890.
Na minha coleção existem dois trabalhos biográficos sobre este chefe índio.
Um deles, desenhado por Hermann, com argumento de Yves Duval, numa curta história desenhada em 1966. O outro, desenhado pro José Ortiz, sobre o argumento de Josep Toutain, com um grafismo diferente e publicado na década de setenta, originalmente para o mercado dos Estados Unidos.
Apresento aqui também, um episódio, que está relacionado com a vida de Sitting Bull. O relato da batalha de Little Big Horn River, desenhado por Torton, com texto de Yves Duval e publicado originalmente em 1962 na revista belga Tintin.

Título
Autores
Publicação na minha coleção
Sitting Bull
Arte: Hermann
Texto: Yves Duval
Mundo de Aventuras (II fase) 375

Sitting Bull
Arte: José Ortiz
Texto: Josep Toutain
Blue Jeans  21

Litle Big Horn River
Arte: J. Torton
Texto: Y. Duval
Zorro 147 / Mundo de Aventuras ( II fase)481







quinta-feira, 12 de maio de 2016

Auto da barca do Inferno

A adaptação de textos dramáticos para banda desenhada não é muito frequente. Não será estranha a adaptação desta peça teatral de Gil Vicente, ao facto de existir um público potencial elevado, dado ser uma obra que os estudantes têm que ler durante a sua frequência do ensino básico e a leitura da banda desenhada poder surgir como alternativa ao texto dramático tradicional.
O uso da linguagem de Gil Vicente facilitaria o uso da obra na contextualização da época literária estudada.
O Auto da Barca do Inferno é uma mordaz crítica social que Gil Vicente faz a vários setores da sua sociedade, expondo de forma rude e cruel as sua falhas morais e a hipocrisia das classes dominantes.
É com um sorriso que lemos as palavras do onzeneiro, do juiz, da alcoviteira ou do fidalgo, assim como as certíssimas intervenções do Joane, o parvo que destapa todas as falsidades dos outros intervenientes.

Uma leitura diferente que além do texto nos consegue colocar no cenário.
Esta adaptação que tenho na minha coleção foi publicada no Jornal da BD.




quarta-feira, 11 de maio de 2016

Efeméride: Paul Gillon

Faz hoje 90 anos, 11 de maio de 1926, que nasceu Paul Gillon.

 Au nom de tous les miens, um trabalho de Gillon


Paul Gillon faleceu em 21 de maio de 2011.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A BD e a guerra: A batalha do Rio de Prata

Este episódio narra um dos acontecimentos mais conhecidos da II guerra mundial e também um dos mais estranhos, no que se refere ao comportamento do comandante do navio alemão que, logo no início da guerra, se refugiou num porto uruguaio para tentar escapar à perseguição que lhe estava a ser movida pelos ingleses, que pretendiam acabar com as atividades do alemão, cuja missão nas águas do Atlântico-Sul era atacar embarcações comerciais inglesas.
O alemão foi obrigado a abandonar o porto onde se refugira, mas afundou o seu navio e acabou por suicidar.

Este episódio esta narrado no número 135 da coleção mexicana Aventuras de la vida real  e foi publicado em maço de 1967. Desconheço a quem pertencem os desenhos.




sábado, 7 de maio de 2016

Les personnages de Lucky Luke

Edição especial do magazine francês Le Point dedicado a Lucky Luke. Não é um livro sobre banda desenhada, mas um livro de história que aborda os temas a partir de alguns episódios da série Lucky Luke, visitando desse modo esse período fascinante da história dos Estados Unidos, correspondente ao final do século XIX.
Os apontamentos sobre a banda desenhada surgem essencialmente sobre a perspetiva de pequenas curiosidades, ou aspetos mais anedóticos, sendo o foco principal da publicação a História.
Ao ler os  artigos fica-se a saber de que modo as várias personagens da série se relacionam os factos históricos e reais da história norte-americana.
Um livro para ler e guardar.

Listagem dos episódios referidos nos artigos e os temas por eles inspirados.




quinta-feira, 5 de maio de 2016

Relendo...ao acaso: Los Guerrilleros


Episódio
A sombra do antepassado

Série
Los guerrilleros

Autores
Desenhos : Jesus Blasco
Argumento: Jesus Blasco

Dados sobre o episódio
Título original: L’ombre de l’ancêtre
Publicação original: Spirou  do n.º 1674 ao 1691
Data da publicação original: de 14 de maio a  10 de setembro de 1970
Leitura: Mundo de Aventuras n.º 58 (II fase)
30 páginas p/b



Resumo
Após um assalto a um banco, Ray, Pedro e Yuma perseguem os ladrões. Durante o assalto um dos irmãos do chefe do bando foi morto por Ray, e o chefe dos salteadores também procura a vingança. Surge então uma situação em que os dois grupos se perseguem mutuamente.
Entretanto Ray, Pedro e Yuma chegam a umas ruínas abandonadas onde surge um retrato de um antepassado de Pedro. Este relata a vida do seu ascendente e acaba por ajudar a capturar os bandidos utilizando um truque que o seu antepassado tinha usado.

Comentário
O argumento é muito fraco, cheio de elementos inúteis para o decorrer da história.

Blasco desenha sempre bem.

quarta-feira, 4 de maio de 2016