quinta-feira, 23 de outubro de 2014

baú das revistas: Cavaleiro Andante



Revista
Cavaleiro Andante nº 288

Caraterísticas
Data da publicação: 6 de julho de 1957
Publicação semanal. (saía aos sábados)
Dimensões: 190mmx260mm
Preço: 2$00
20 páginas (a capa é a página 1)
Capa a cores. O interior alterna páginas a preto e branco com páginas coloridas.
Diretor: Adolfo Simões Müller
Editor: M. Nunes de Carvalho
Propriedade: E.N.P. (Empresa Nacional de Publicidade)

Conteúdo:
Capa (página1):
Sem autor e a imagem sem relação com qualquer das histórias publicadas


Página2:
Ficha Técnica e o conto A casa da águia, que tem duas ilustrações. O texto não está assinado e as ilustrações também  não, embora o estilo pareça apontar para Fernando Bento.

Página 3:
Baden Powel, da autoria de Jijé (história em continuação). Página colorida.

Página 4: 
Capitão Flamberge com argumento de Marijac e desenhos de Le Rallic (história em continuação). Página a preto e branco.

Página 5:
A cidade perdida,da série Kim Devil. Argumento de Charlier e desenhos de Gerald Forton. (história em continuação). Página a preto e branco. A série intitulava-se em português, João Paulo.
Página 6:
Tim-Tim em O caso da Arma Secreta, de Hergé (história em continuação). Página colorida. Episódio L'Affaire Tournesol
Página 7:
A toca do Mocho Sábio. Página dedicada a passatempos virados para um público infantil.

Página 8:
Tom & Mimi (Pom e Teddy, no original) em O talismã negro (Le talisman noir), da autoria de Craenhals (história em continuação). Página a preto e branco.

Página 10:
O capitão e os seus diabretes de Rudolph Dirks. Publicação nas duas páginas centrais, a cores.

Página 12:
Perdida na tempestade, uma história desenhada por Noël Gloesner (história em continuação). Página a cinzentos e branco.

Página 13:
O mundo na palma da mão. Página destinada a curiosidades, adivinhas e a anedotas. Alguns textos tinham ilustração.
História muda: Uma tira de 5 vinhetas sem indicação do autor.

Página 14:
Blake e Mortimer em O enigma das Atlântida, de Edgar Pierre Jacobs (história em continuação). Página colorida.

Página 15:
O senhor do Sol. Trata-se do episódio Le maître du soleil da série Dan Cooper, desenhada por Albert Weinberg. História em continuação. Página colorida.
Página 16:
A jóia do Vice-rei. História desenhada por Fernando Bento, adaptada de uma obra de Pinheiro Chagas. História em continuação. Página a preto e branco.

Página 17:
Página dezassete. Espaço dedicado a enigmas policiais, orientado por D. Misterioso.
Página 18:
O Bobo. Adaptação do livro de Alexandre Herculano, feita pelo desenhador José Ruy. História em continuação. Página colorida.

Página 19:
O pequeno Grumete. Autores desconhecidos. História em continuação. Página a preto e branco

Página 20:
O mistério do Rancho Grande. Um episódio de Jerry Spring, da autoria de Jijé. História em continuação. Página colorida.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Efeméride - Terry e os piratas



Faz hoje 80 anos que surgiu pela  primeira vez, 22 de outubro de 1934,  a série Terry e os Piratas, desenhada por Milton Canniff.
 Tiras desenhadas por Milton Canniff

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

relendo... ao acaso: Olivier Rameau



Título
A grande viagem a Absurdia

Série
Olivier Rameau

Autores
Argumento: Greg
Desenhos: Dany

Dados sobre o episódio
Título original: Le Grand voyage en Absurdie
Publicação original: do Tintin nº 19 ao nº 37 de 1972 (Bélgica)
Data da publicação original: de 9 de maio de 1972 a 12 de setembro de 1972
Leitura: revista Tintin do nº 7 ao nº 18 do 7º ano (Portugal)
Data da publicação:  de 5 de julho de 1974 a 21 de setembro de 1974
45 páginas/ cor
Resumo
Um poeta que ganhou direito a entrar em Halucinaville não consegue chegar ao destino. Olivier e os amigos abandonam Sonhorosa rumo a Absurdia (o mundo normal) para descobrirem o que se passa. Após vários incidentes descobrem que o poeta foi chamado para cumprir o serviço militar. Todo o grupo se consegue infiltrar no regimento que vai partir para exercícios, transformando o treino  militar num caos e em que as situações absurdas se sucedem.
No final, Olivier, os amigos e o poeta regressam a Sonhorosa a conduzir um carro blindado.
Olivier e os seus amigos regressam… não é bem assim. O leão ficou esquecido em Absurdia.

Comentário
Argumento de um humor delicioso. As situações criadas mostram o absurdo de muito daquilo que se faz no nosso mundo. Existem diálogos de antologia, como aquele em que o senhor Pertinent tenta explicar aos habitantes de Sonhorosa o que é um banco e o dinheiro. 
 O desenho acompanha o argumento num festival de boa banda desenhada.



sábado, 18 de outubro de 2014

Portugal



Esta é uma daquelas obras obrigatória em qualquer biblioteca. É uma obra onde o argumento é muito bom, os desenhos excelentes e o grafismo que funde os três elementos, cor, desenho e argumento é de uma qualidade notável.
Pelo texto percebe-se a emoção.Depois compreendemos que cada emoção tem a sua cor e  à medida que nos entranhamos na obra, já não necessitamos do texto para perceber a emoção. Basta ver a cor.
Simon Muchat, com origens portuguesas, é um autor de banda desenhada que vive em busca da sua identidade.
Numa viagem a Portugal, na interação com um primo e com os ambientes em que se insere, consegue perceber as razões das suas incertezas, conhecer os  acontecimentos ocorridos em Portugal que moldaram os caráteres  do seu pai e do seu avô e desse modo fazer a introspeção que lhe indica o seu caminho.
Esta é a história que Cyril Pedrosa, também ele com ascendência portuguesa, narra de forma cativante e poderosa.
Portugal pode ser  o país onde talvez não seja possível apreender todas as emoções que o autor pretende passar ao leitor, uma vez que as frases que são ditas em português,  que o leitor deveria ter como incompreensíveis, tal como a personagem de Simon Muchat as ouve, são entendíveis pelo leitor de língua portuguesas, perdendo-se a emoção que o Cyril Pedrosa pretende transmitir.