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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

As viagens de Gulliver


As Viagens de Gulliver é uma obra do século XVIII da autoria do irlandês Jonathan Swift e narra as aventuras deste viajante que vai parar  a um arquipélago com duas ilhas com habitantes de características distintas. Lilliput é uma ilha habitada por homens minúsculos e Blefuscu é habitada por gigantes.
A obra é uma sátira em que as ilhas representam para o irlandês a Inglaterra e a França, tendo a altura dos habitantes e a sua atitude em relação a Gulliver conotações com a atitude política destes dois países.
São múltiplas as adaptações desta obra para banda desenhada. 

Seguem-se as que encontrei na minha coleção.
  
Guliver em Liliput, sem indicação de autor da editora Cedibra
 
Viajes de Gulliver, em Joyas Literárias Juveniles 105, adaptado por Cassarel com desenhos de Alfonso Céron Nuñez
 
Los viajes de Gulliver, com guião de Carlos R. Soria e desenhos de Chiqui de la Fuente, Ediciones Larousse
 
Gulliver em Liliput, na revista Jacto 62 a 69 por Dino Battaglia
 

As viagens de Gulliver, Biblioteca RTP, com desenhos de E. R. Cruz e guião de John Norwood Fago
 

As viagens de Gulliver em O Mosquito, sem indicação do autor
 
As Viagens de Gullivern no cavaleiro Andante Especial de junho de 1954, por Raph Marc

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Eduardo Teixeira Coelho - centenário do nascimento (8)


ETC- Ilustrador de contos e novelas

Eduardo Teixeira Coelho tem um trabalho também muito interessante na ilustração de contos e novelas.
Em O Mosquito, onde Eduardo Teixeira Coelho publicou em Portugal as suas primeiras bandas desenhadas longas, também deu a conhecer inúmeras ilustrações para os textos narrativos que o jornal publicava. A análise desses trabalhos permite ver, até mais do que na banda desenhada, a evolução gráfica do autor.
Muitos desses contos seriam republicados mais tarde, no Jornal do Cuto ou no Mundo de Aventuras.
Ficam aqui algumas ilustrações de Eduardo Teixeira Coelho, com referência à revista de onde foram extraídos e ao autor dos contos e novelas que ilustravam.

 
A emboscada, em O Mosquito 426, de 24 de julho de 1943 por Raul Correia.


 
As aventuras de Jim West, em Jornal do Cuto 25, de 22 de Julho de 1971, por Raul Correia


 
Lenda Oriental, em Almanaque O Mosquito 1986, por Raul Correia



Noite tranquila, em Jornal do Cuto 37, de 15 de março de 1972 por Raul Correia


 
O amuleto, em Jornal do Cuto 64, de 23 de setembro de 1972, por Raul Correia


 
O iceberg, em Mundo de Aventuras 467, de 23 de setembro de 1982, por Orlando Rodrigues


 
O juramento do Águia Negra, em O Mosquito 510 de 13 de maio de 1944, por autor desconhecido


 
O punhal do imperador, em O Mosquito 498, de 1 de abril de 1944, por autor desconhecido


 
Oito horas de vida, em Jornal do Cuto 49, de 7 de junho de 1972, por Raul Correia


 
Quero ser palhaço, em O Mosquito 569, de 6 de dezembro de 1944, por autor desconhecido

sábado, 23 de março de 2019

Luís Louro (1)


Luis Louro nasceu em 14 de junho de 1965 em Lisboa.
Em 1 de abril de 1985 publica, no Mundo de Aventuras Estupiditia 2. Seguiram-se outros dois trabalhos nessa revista até ao final desse mesmo ano.
Em  2 de novembro de 1985 que surge a série que lhe traria maior divulgação: Jim del Mónaco. No jornal Diário Popular apareceu o primeiro episódio, com argumento de Tozé Simões.
Jim del Monaco publicar-se-ia regularmente até 1994. Nesse ano sofreu uma interrupção que viria a terminar em 2015 com a publicação de um álbum. Em 2017 saiu um novo trabalho desta série.

Em 1989 Luis Louro criou outra série, também com argumento de Tozé Simões, Roques & Folques, com três episódios saídos  até 1992.
 O Corvo é uma série que criou, no desenho e no argumento em 1994.
Além de outros álbuns isolados, que não faziam parte de qualquer série, publicou na revista Seleções BD, Cogito Ego Sum.
Possuo vários trabalhos de  Luís Louro na minha coleção, em álbuns e revistas.


episódio
série
Publicação na minha coleção
Estupiditia 2

Mundo de aventuras (fase 2) 548
 
Game Over

Mundo de aventuras (fase 2) 565
 
Furher

Mundo de aventuras (fase 2) 556
 
O doente que caminha
Jim del Monaco
Mosquito (fase 5) 12 / álbum
 
O elixir do amor
Jim del Monaco
Mosquito (fase 5) 10 /álbum
 
O último macaco Branco
Jim del Monaco
Álbum/ Mosquito  (fase 5) 10
 
Menatek Hara
Jim del Monaco
Álbum
 
Little Jim
Jim del Monaco
Álbum
 
A tia Penélope
Jim del Monaco
Álbum
 
Em busca das minas de Salomão
Jim del Monaco
Álbum
 
A grande ópera sideral
Jim del Monaco
Álbum
 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Eduardo Teixeira Coelho - Centenário do nascimento (4)


Eça de Queirós por Eduardo Teixeira Coelho.

Pode parecer excessivo atribuir a adaptação a Eduardo Teixeira Coelho, que era um desenhador, dada a relevância do texto neste conjunto de obras que aqui são referidas. No entanto, é esse excessivo texto original que faz com que a adaptação passe a ser quase exclusivamente gráfica, e por isso de Eduardo Teixeira Coelho. Quase todos os episódios contêm o texto primitivo de Eça, pelo que a única verdadeira inovação está no desenho, e é nessa perspetiva que aqui se aplica o título.
Esta forma de trazer Eça de Queirós para a banda desenhada transforma alguns dos contos adaptados apenas em texto ilustrado. São quadros isolados, onde, se eliminarmos o texto, dificilmente se encontra uma leitura sequencial de imagens, adivinhando a história que elas encerram.
No episódio a Torre de D. Ramires, episódio retirado de A Ilustre Casa de Ramires, contrariamente aos contos, já o texto sofreu alguma adaptação, tornando-o mais flexível à narrativa gráfica, e existindo uma maior participação efetiva de Raul Correia nas palavras usadas.
Não podemos, no entanto, analisar a forma como a adaptação é feita, com os olhos de hoje, século XXI. A banda desenhada portuguesa nos anos cinquenta do século XX tinha muitos trabalhos usando estas adaptações de obras literárias, que eram bastante apreciadas pelos leitores da época. Também não se deve esquecer que há 70 anos a banda desenhada era destinada a um público muito jovem. Essencialmente crianças e adolescentes. É este contexto, marcado também pela repressão política e exaltação do patriotismo, com um isolacionismo cultural muito significativo, que marca as adaptações feitas por Eduardo Teixeira Coelho.
Note-se, no entanto, que existem adaptações de obras literárias, feitas por outros autores, que não seguem de forma tão restritiva o texto original, tendo o argumentista e o desenhador gozado de muito menos restrições, usando obras de autores estrangeiros e de alguns portugueses.
Não se pode deixar passar em claro o trabalho de desenho efetuado por Eduardo Teixeira Coelho na comunicação de sentimentos pelos rostos das personagens, um dos pontos fortes da arte do autor, e na tentativa de apresentar alguma sequenciação da ação no conjunto das vinhetas, tarefa muito difícil de concretizar, por vezes impossível, na rigidez da divisão do texto de Eça.
Os trabalhos originais, publicados na revista O Mosquito tiveram sempre a adaptação do texto para a banda desenhada efetuada por Raul Correia.
Numa reedição de 1983 em álbum, dos contos O tesouro, o Suave milagre e O Defunto, o texto das legendas da década de cinquenta, sofreu alterações da autoria de José Carlos Teixeira.
Qualquer uma das adaptações feitas, por Raul Correia e José Carlos Teixeira, não transcreve o texto integral das obras de Eça, havendo alterações e omissões do texto original.

Segue-se a lista dos diferentes trabalhos adaptados de obras de Eça de Queirós e o local de publicação original.

A torre de D. Ramires, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1113 a 1136, entre 22 de fevereiro e 22 de julho de 1950
(Imagem retirada do álbum Antologia da BD Portuguesa nº 21)

O Defunto, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1157 a 1187, entre 26 de julho e 8 de novembro de 1950
(Imagem retirada do álbum editado em 1983 pela editora Vega)

 O suave milagre, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1188 a 1200, entre 11 de novembro e 23 de dezembro de 1950
(Imagem retirada do álbum editado em 1983 pela editora Vega)

 O tesouro, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1375 a 1381, entre 27 de agosto e 17 de setembro de 1952
(imagem da republicação no Jornal do Cuto)

 A Aia, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1182 a 1387, entre 20 de setembro e 8 de outubro de 1952
(imagem de Aventuras Heroicas nº 10)
S. Cristóvam, com adaptação do texto de Raul Correia, em O Mosquito 1388 a 1412, entre 11 de outubro de 1952 e 24 de fevereiro de 1953
(Imagem retirada do blogue O Voo do Mosquito)

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Eduardo Teixeira Coelho - Centenário do nascimento (3)


Eduardo Teixeira Coelho e as mouras


São três episódios desenhados por Eduardo Teixeira Coelho. Os textos são de Raul Correia, inspirados num livro de contos que leu. Questionado, 40 anos depois da realização dos trabalhos, sobre qual fora a fonte de inspiração, não conseguiu recordar-se, sugerindo que poderia ser Alexandre Herculano.
As histórias invocam personagens fantásticas, num contexto de magia. Os dois primeiros episódios foram publicados no suplemento d’O Mosquito, A Formiga, uma publicação destinada a raparigas.
São três episódios diferentes, mas ligados pela temática e época em que se ambientam.

A moura e a fonte, A Formiga 128 a 139, suplemento de O Mosquito 699 a 726, de 6 de março de 1946 a 6 de junho de 1946

A moura e o dragão, A Formiga 140 a 151, suplemento de O Mosquito 729 a 759, de 19 de junho de 1946 a 2 de outubro de 1946

A moura e o mar, O Mosquito 1002 a 1020, de 29 de janeiro de 1949 a 2 e abril de 1949.


As imagens aqui publicadas são, no caso dos dois primeiros episódios, retirados do Jornal do Cuto, que fez a reedição dos episódios, e a no caso do terceiro do livro O Mosquito- Aventuras e Curiosidades.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Eduardo Teixeira Coelho - Centenário do nascimento (2)


Os Guerreiros do Lago Verde foi a primeira banda desenhada de Eduardo Teixeira Coelho em O Mosquito.
Foi publicada entre os números 600 e 631 a corresponderam as datas de 2 de março de 1945 e 11 de julho do mesmo ano.
Eduardo Teixeira Coelho já fazia ilustrações de contos, de capas e outros trabalhos de desenho na revista desde 1942. A publicação de Os Guerreiros do Lago Verde começou com grande destaque. Cada prancha ocupava as páginas centrais, com impressão na vertical e a cores.
O episódio foi perdendo relevância na revista, terminando com duas páginas separadas por outros episódios e impressão a preto e branco. Curiosamente a página tinha  fundo colorido, no espaço entre as vinhetas.
O argumento de Os Guerreiros  do Lago Verde foi da autoria de José Padinha.

O Mosquito 601

O Mosquito 620

O Mosquito 631

sábado, 18 de agosto de 2018

Emílio Freixas (1)

Emílio Freixas nasceu em Barcelona em 1899. É um dos pioneiros da banda desenhada em Espanha. Desde os anos 20 do século passado que o seu nome surgiu ligado à narrativa desenhada.
A sua criação mais famosa foi O Capitão Mistério que surgiu no ano de 1944.
A partir da década de 50 Emílio Freixas dedicou-se apenas à ilustração, abandonando a banda desenhada.
Foi um dos autores mais publicados em Portugal na década de 40 e 50, e as suas obras salientam-se pela qualidade estética, estando os argumentos perfeitamente enquadrados, naquelas que eram as temáticas formas narrativas da época. Mais tarde, na década de 70 e 80, houve algumas reedições de trabalhos seus.
Emílio Freixas criou um estilo próprio de desenhar, tendo publicado obras sobre técnica de desenho.
Na minha coleção tenho algumas obras de Emilio Freixas. Os episódios que tenho publicados em mais do que uma edição são aqui referenciados apenas na mais antiga.

Publicados na revista O Mosquito (1ª série)

A Heróica Aventura

A Cidade das Três Muralhas

A Seita do Dragão Verde


Publicados em Diabrete

A ilha do vulcões

O diabo dos olhos verdes 

A grande proeza de Primo Villa


Herói sem nome