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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fagulha nº1

A revista Fagulha era dedicada ao público feminino e propriedade do Comissariado Nacional da Mocidade Portuguesa Feminina, uma organização de cariz ideológico ligada ao regime do Estado Novo.
A revista surgiu em 15 de janeiro de 1958, tendo terminado em abril de 1974, na sequência do golpe militar de 25 de abril.
Era uma revista muito marcada tematicamente, designadamente nos primeiros anos por temáticas de ordem nacionalista e patriótica co muito enfase nas temáticas católicas.
Nesta revista trabalharam alguns desenhadores portugueses durante vários anos, tendo siso publicados alguns trabalhos que vale a pena reler.
O primeiro número tinha 12 páginas com capa e contracapa coloridas, com as páginas interiores variando entre o colorido e preto e branco.

Marcaram presença logo neste primeiro número José Manuel Soares, Manuela Torres, Artur Correia e José Garcês.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

baú das revistas: Girassol



Revista
Girassol nº 56

Caraterísticas
Data da publicação: abril de 1965
Preço: 1$00
Dimensões: 210 mm x 293 mm
16 páginas incluindo a capa
Diretora: Maria Luisa Pereira Caldas de Almeida
Propriedade: Juventude Católica Feminina

Conteúdo
Capa.
Desenho de Manuela Torres

Página 2:
Às que gostam de costura: texto de Lena e desenho de Fátima Casais
Anedotas

Página 3:
Marisol no Rio. Texto de M. de Lourdes Barreno
Página 4:
Conto, Não era meu. Texto de Luisa e desenho de Mercês Gil
Soluções dos passatempos
Os nossos concursos
Página 5:
Quo vadis. Desenhos e texto de Teresa Maria

Página 6:
Voleibol
Página 7:
Conto, Memórias de um banco comboio, escrito por Odete Loureiro com desenho de Mercês Gil
Toto-Girassol. Concurso

Página 8:
A descoberta da imprensa. Texto de Luisa e desenhos de Manuela.
Conto, Nas Férias da Páscoa,  escrito por Boneca com desenho de Manuela.
Página 9:
Naquela manhã. Texto religioso.
Página 10:
Queres ser J. G.
Pergunta que eu respondo
Carta aberta às Pre-Jecistas de Sá da Bandeira
Página 11:
Conto, A brincar também se aprende, escrito por Lena com desenho de  Mercês Gil.
As nossas notícias

Página 12:
Sabes ser boa desportista?
A nossa casa de família
Página 13:
A minha Agenda
Página 14:
Balanço á construção da família no mundo
Página 15:
Adivinhas
Passatempos
Troca de correspondência
Página 16:
Férias na praia. Argumento e desenhos de Manuela Torres


Comentário:
Revista de cariz  católico, publicada com aprovação da autoridade eclesiástica

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

relendo... ao acaso: Gabriela e a princesa “invisível”



Título
Gabriela e a princesa “invisível”

Autores
Argumento: Maria Falcão
Desenhos: Manuela Torres

Dados sobre o episódio
Leitura: revista Fagulha do nº 181 ao nº 198.
Data da publicação: de 1 de agosto de 1965 a 1 de abril de 1966
16 páginas/ cor e p/b
Resumo
Gabriela é uma jovem jornalista, colocada pela revista em que trabalha num hotel, onde se encontra hospedada uma princesa, com o objetivo de obter fotos e informações. Ninguém tem conseguido aceder à princesa e por isso foi usado este truque. Gabriela acaba por conseguir descobrir a princesa e o filho, que se encontra a recuperar de uma doença. A jovem salva o pequeno príncipe de um incêndio e consegue desse modo falar com a princesa. Quando recebe ordem do chefe para escrever a reportagem e publicar as fotografias, fica com remorsos de se estar a aproveitar da doença do príncipe e das confidências de sua mãe. Decide rasgar as fotografias e despedir-se. A princesa descobre o que se passa e deixa que Gabriela faça uma reportagem sobre a sua vida, desde a infância, fornecendo-lhe fotos inéditas.

Comentário
O argumento é fraco, mas não deixa de ser curioso, que numa revista dedicada a jovens do sexo feminino, e muito conservadora, esta temática fosse abordada, embora numa perspetiva extremamente moralista.
Também se pode verificar que a perseguição às figuras da realeza não é um assunto de agora, mas já criava alguns problemas nos anos sessenta. O desenho não entusiasma, havendo figuras humanas em que não são visíveis os olhos, o nariz e boca, sendo o rosto  representada por uma mancha uniforme.